MATHILDE MONNIER & ALAN PAULS (FR / ARG)


EL BAILE

Estreia Nacional

SÁB 20 JAN ⁄ 21H30


Grande Auditório • Rivoli

Entrada Gratuita • M/12 
Conceção Mathilde Monnier e Alan Pauls
Coreografía Mathilde Monnier
Interpretação Martín Gil, Lucas Lagomarsino, Samanta Leder, Pablo Lugones, Ari Lutzker, Carmen Pereiro Numer, Valeria Polorena, Lucia Garcia Pulles, Celia Argüello Rena, Delfina Thiel, Florencia Vecino, Daniel Wendler
Dramaturgia Véronique Timsit
Cenografia e Figurinos Annie Tolleter
Desenho de Luz Eric Wurtz
Desenho de Som Olivier Renouf
Assessoria Musical Sergio Pujol
Treino de Voz: Barbara Togander, Daniel Wendler
Assistência de Coreografia Marie Bardet
Apoio nos Ensaios Corinne Garcia
Colaboração Artística Anne Fontanesi
Designer e figurinista Elise Cognée
Diretor de  Carlos Stavisky
Luz Emmanuel Fornès
Som Pierre Durand
Difusão Internacional Julie Le Gall - Bureau Cokot
Produção e Colaboração Artística Nicolas Roux
Inspirado em “Le bal”, sobre uma ideia e direção de Jean-Claude Penchenat, obra coletiva do Théâtre du Campagnol
Produção Le Quai Centre Dramatique national Angers Pays de la Loire
Coprodução Chaillot - Théâtre national de la danse, Festival Montpellier Danse 2017, Théâtre de Namur, CTBA - Teatro San Martin - Buenos Aires, Théâtre-Sénart scène nationale, La Bâtie - Festival de Genève
Com o apoio da Direction Générale de la Création Artistique do Ministère Français de la Culture.
Duração aprox.: 1h30 
Uma imaginação coletiva, cheia de música intemporal, para relatar esta passagem do tempo num país em constante ebulição política, social e cultural.
Houve, em 1981, um espetáculo unificador, imaginado por Jean-Claude Penchenat com a companhia do Théâtre du Campagnol, que traçava uma (possível) história popular da França desde a Libertação. “Le Bal” marcou uma série de artistas nas suas obras posteriores. A partir desse espetáculo, e tendo como base a visão histórica desse momento, a coreógrafa Mathilde Monnier e o escritor Alan Pauls reinventam esse espetáculo, localizando-o na Buenos Aires de 1978 até aos dias de hoje. É, acima de tudo, um novo projeto, rico em histórias pessoais que os bailarinos personificam, de forma a “explorar as mitologias argentinas, o que resta das gerações perdidas e as suas revoluções”. Um país de tango e futebol, de música rock e gritos de protesto. Uma forma de “tirar da história tudo aquilo que ela ainda nos pode oferecer”, de acordo com Mathilde Monnier, que encontra assim em cena, nesta jornada artística, o escritor Alan Pauls. Juntos, imaginaram um espetáculo sem palavras, feito de (e por) bailarinos argentinos, um baile onde o objetivo é “capturar a energia de cada era”. Uma imaginação coletiva, cheia de música intemporal, para relatar esta passagem do tempo num país em constante ebulição política, social e cultural. 

Mathilde Monnier é uma referência no panorama da dança contemporânea francesa e internacional. Com os seus espetáculos, desafia as expectativas apresentando um trabalho em constante renovação. A sua nomeação para a direção do Centro Coreográfico de Montepellier Landguedoc – Roussilon, no ano de 1994, marcou o inicio de uma série de colaborações com personalidade de diversas áreas artísticas (Jean-Luc Nancy, Katerine, Christine Angot, La Ribot, Heiner Goebbels...). Criou mais de 40 obras coreográficas que foram apresentadas em vários eventos de destaque, como o Festival D’Avignon, o teatro da cidade de Paris e também em Nova Iorque, Viena, Berlim e Londres. Recebeu vários prémios, como o Prémio do Ministério da Cultura de França, o Grn Premio SACD. Em 2014 foi nomeada para a direção geral do Centro Nacional de Dança em Pantin, França.

Alan Pauls nasceu em 1959 em Buenos Aires, Argentina. É escritor, crítico literário e guionista. Filho de um imigrante alemão que fugiu à ocupação nazi em 1936, estudou na escola francesa de Buenos Aires. É um especialista naobra de Stendhal, Proust e Barthes, em quem se inspirou para compor as suas próprias obras. É professor de Teoria Literária na Universidade de Buenos Aires e tradutor, escritor e crítico de cinema. Publicou um ensaio sobre Jorge Luís Borges, assim como vários contos e romances. Obteve reconhecimento com a sua quarta obra, “O Passado”, que ganhou o prémio Herralde 2003, tendo sido adaptado ao cinema pelo realizador Héctor Babenco. Trabalha ainda como jornalista no suplemento cultural do jornal diário Página/12.



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AQUECIMENTO PARALELO COM VALTER FERNANDES
SÁB 20 JAN  ⁄  DAS 19H00 ÀS 20H00
Sala de Ensaio • Rivoli
MATHILDE MONNIER & ALAN PAULS (FR / ARG) - © Christophe Martin

© Christophe Martin