Artistas Associados


Temporadas 17/18 e 18/19

O coreógrafo Marco da Silva Ferreira e o encenador Jorge Andrade (mala voadora) são os primeiros artistas associados do Teatro Municipal do Porto. O convite que lhes foi dirigido e a criação desta nova figura reforça, por um lado, a missão de apoiar e projetar novos trabalhos na área da dança e do teatro e, por outro lado, de incentivar a participação continuada e ativa de dois criadores em momentos importantes da programação. Em diálogo com o Teatro e ao longo de duas temporadas — 2017/18 e 2018/19 —, aproximamo-nos das ideias e do trabalho que os dois artistas vão desenvolver.


     

       
Marco da Silva Ferreira

31 anos, bailarino e coreógrafo 



O que representa para ti seres um dos Artistas Associados do Teatro Municipal do Porto para as próximas duas temporadas de programação?

Ser um dos artistas associados vem consolidar o trabalho que o Tiago (Guedes) e o Teatro (Municipal do Porto) têm vindo a fazer em prol do meu percurso enquanto criador emergente. Serve também para dar a oportunidade de maturar algumas ideias e afirmar-me como criador, já que o número de criações que tenho é ainda curto. Durante os próximos dois anos esta será uma forma de crescer com o Teatro e me ajudar a catapultar num universo mais consistente.

Em que se vai cifrar esta parceria para as duas temporadas?

Há varias áreas em que vouestar a exercer pesquisa, nomeadamente na área do pensamento, em trabalhos relacionados com as artes performativas — quer em componentes profissionais e amadoras, quer em componentes artísticas e pedagógicas, quer em componentes como criador e como opinador sobre coisas que me interessam na arte. Vou trabalhar num projeto continuado do Paralelo — Programa de Aproximação às Artes Performativas, com adolescentes — alguns surdos, outros músicos — para fazer uma peça de dança, juntamente com o Filipe Lopes, que é compositor. É um trabalho sobre como o foco diverge entre a imagem e o som. Haverá também uma reposição do “Brother” e uma nova criação para 2019, a estrear em maio desse ano. Haverá ainda um ciclo de workshops a decorrer em maio de 2018, durante o Festival DDD — Dias da Dança. Falta destacar ainda uma colaboração minha com o Jorge Andrade (mala voadora, outro artista associado das duas temporadas de programação), com estreia em 2019.


Jorge Andrade

44 anos, encenador



O que representa para ti este convite (e para a mala voadora, estrutura que cofundaste), que te foi endereçado pelo Teatro Municipal do Porto para estas duas temporadas de programação?

Este convite deixa-me contente porque durante muito tempo a programação da mala voadora esteve afastada do Porto. Vínhamos muito pontualmente apresentar os nossos trabalhos em Serralves e, com a abertura do Teatro Municipal do Porto, viemos apresentar os nossos trabalhos com mais regularidade. Aliás, os mesmos foram coproduzidos pelo Teatro Municipal do Porto e estrearam nas suas salas. Vemos isso (este convite) como um aprofundar desta relação e só nos pode deixar contentes.

Este convite irá materializar-se em quantos espetáculos e atividades ao longo dos próximos tempos?

A mala voadora já tem um programa definido para os próximos dois anos e algumas apresentações dos nossos espetáculos, nomeadamente o próximo, que estrearemos e que será uma coprodução do TMP, será apresentado aqui, no Rivoli. Chama-se “Amazónia” e terá lugar em janeiro. Vamos ainda apresentar, ao longo dos dois anos, outros espetáculos, alguns em estreia, outros em coprodução e algumas reposições. Iremos repor um espetáculo nosso com o coreógrafo Miguel Pereira, que se chama “Wilde”; vamos ainda fazer um trabalho que tem como nome “Manual do Trabalho e Felicidade”, que será desenvolvido em parceria com o Paralelo – Programa de Aproximação às Artes Performativas; e estrearemos um novo trabalho que se chama “Dinheiro”, que abordará a relação da mala voadora com o próprio dinheiro. O que aqui aprofundaremos é esta relação da mala voadora com o Teatro Municipal do Porto.


Fotografias © José Caldeira