MARCO DA SILVA FERREIRA


Em Surdina

Estreia ⁄ Produção Teatro Municipal do Porto

Sex 13 & Sáb 14 Jul ⁄ 21h30


Auditório • Campo Alegre

Crianças 2,00EUR • Adultos 5,00EUR • M/6 

bilhetes

Direção artística e coreografia Marco da Silva Ferreira e Filipe Lopes
Composição musical Filipe Lopes e Gustavo Costa
Desenho de luz Wilma Moutinho
Assistência de movimento e ensaiadora Maria de Melo Falcão
Participantes Ana Beatriz Silva, Eugénio Correia, Isac Ferreira, Leonela Capozzi, Matilde Oliveira, Nelson Carvalho, Sofia Valente, Tiago Sá 
Produção executiva Célia Machado
Produção Pensamento Avulso
Docente responsável pelo acompanhamento de alunos da EB Eugénio de Andrade (Porto) Olinda Cardoso
Intérpretes de língua gestual portuguesa Ana Rio, Maria João Gomes, Paula São Pedro
Duração aprox. 40min 
"I feel that dance is one of the most natural things for deaf people, because deaf people are visual and more attuned to body movement" "A vibration is an emotion," Falaise explains. "Vibrations move me. There is a difference between a vibration from a violin or a drum, for instance."
— Nina Falaise (bailarina profissional surda da Rambert Dance Company, 1955)  
Historicamente a relação da dança com a música é inevitável, mas a dança também é um desprendimento do som e uma expressão independente. Há uma poética inerente à dança que estabelece comunicações e é universal a qualquer corpo. "Em surdina" é um projeto com adolescentes. Durante nove meses, num período de duas vezes por mês, este grupo reuniu-se para dançar e para dar ao movimento o principal foco. Como é que eles vêem a dança? O que significa dançar para eles? Onde dançam? E como dançam? Se para um ouvinte o principal estímulo pode ser a música, quais os estímulos para aqueles que não ouvem? Se para um ouvinte o som acontece a partir doouvido, para um surdo o som tem repercussões mais tácteis e mecânicas.

Marco da Silva Ferreira tem formação em fisioterapia mas é intérprete de dança desde 2008. Trabalhou com coreógrafos como André Mesquita, Hofesh Shechter, Sylvia Rijmer, Tiago Guedes, Victor Hugo Pontes, Paulo Ribeiro, entre outros. Como coreógrafo, estreou-se em 2012 em "Nevoeiro 21" e, desde então, apresentou vários espetáculos, sendo que "Hu(r)mano" (2012) recebeu o prémio "Jovem Criador Português 2015". Em 2017, estreou o seu mais recente espetáculo, "Brother", no âmbito do 85º Aniversário do Teatro Rivoli.

MARCO DA SILVA FERREIRA - © José Caldeira

© José Caldeira