Vera Mantero

As práticas propiciatórias dos acontecimentos futuros
DDD – Festival Dias da Dança 2019

Maio

9 Qui 22.00h & 10 Sex 17.00h


CAMPO ALEGRE Palco do Auditório

7.50€ • 2.20h • >14 

bilhetes

Direção artística e interpretação Vera Mantero
Interpretação e cocriação Henrique Furtado Vieira, Paulo Quedas, Vânia Rovisco
Assistência Inês Cartaxo
Assistência fase de pesquisa Tiago Barbosa
Apoio à investigação Isabel Alves e Paula Pinto
Espaço e elementos cénicos André Guedes com a equipa
Som e objetos sonoros João Bento
Desenho de luz e Direção técnica Hugo Coelho – Aldeia da Luz
Realização e edição vídeo Hugo Coelho - Aldeia da Luz
Captação de imagem Hugo Coelho e Paulo Quedas
Figurinos Carlota Lagido
Apoio à execução de adereços Rita Rosa Pico
Produção O Rumo do Fumo
Com o apoio da Fondation d’Entreprise Hermès no âmbito do programa New Settings
Coprodução Teatro Municipal do Porto, Alkantara Festival
Apoio Câmara Municipal de Lisboa
Agradecimentos Centro de Estudos Multidisciplinares Ernesto de Sousa, Direção-Geral do Património Cultural / Arquivo de Documentação Fotográfica (DGPC / ADF), Bienal de Cerveira, 23 Milhas – Fábrica das Ideias da Gafanha da Nazaré, Casa Branca, Casa da Cultura da Trofa, DeVIR/CaPA, Doclisboa, Fundação de Serralves / Paula Fernandes, Museu Nacional de Etnologia, Museu Municipal de Esposende, Museu de Olaria, Ana Baliza, António Thedim, Augusto Manuel de Azevedo Ferreira, Daniel Worm, Francisco e Manuel Joaquim Esteves Lima (irmãos Mistério), Hugo Canoilas, João Fiadeiro, João Vieira / Biblioteca de Arte e arquivos da Fundação Calouste Gulbenkian, Júlia e António Ramalho, Julião Sarmento, Manuel Fernando Neto, Manuel Rosa, Mário Cabrita Gil, Nuno Gonçalo Santos, Rosa Côta e Zacarias Thedim
O Rumo do Fumo é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Direção-Geral das Artes

Espetáculo em português, com legendagem em inglês
Respondendo ao desafio da historiadora de arte Paula Pinto, Vera Mantero aborda o trabalho do operador estético Ernesto de Sousa (1921-1988).
Entre 1966 e 1968 este curador, teórico e artista multidisciplinar leva a cabo um amplo estudo e levantamento fotográfico sobre escultura popular portuguesa, explorando a possibilidade de “uma outra história da arte”, ou mesmo de uma “anti-arte”. Posteriormente, Ernesto de Sousa, que já tinha uma breve carreira como realizador de cinema, faz um desvio em direção à vanguarda e à arte experimental, tornando-se muito próximo do movimento Fluxus e de artistas como Wolf Vostell, Robert Filliou, George Maciunas ou Joseph Beuys. Trabalhando a partir de imagens, ações, objetos e texto, o espetáculo convoca as pesquisas de Ernesto de Sousa em torno do cinema, da arte popular e da arte experimental. Uma renovação do mixed media e das desejadas ligações entre arte popular e arte erudita.  


Vera Mantero estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Uruguai, Brasil, Canadá,  Coreia do Sul, EUA e Singapura. Desde 2000 dedica-se também ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e cocriando projetos de música experimental. Em 1999 a Culturgest organizou uma retrospectiva do seu trabalho até à data, intitulada “Mês de Março, Mês de Vera”. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com “Comer o Coração”, criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura) e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.
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