Programas e Projetos

Campo Aberto — Programa de Residências Artísticas

Campo Aberto — Programa de Residências Artísticas é um dos pilares da programação do Teatro Municipal do Porto, dirigido a várias companhias, projetos e artistas. No Teatro Campo Alegre oito estruturas da cidade desenvolvem Residências de longa duração que comportam espaços de produção, ensaios e apresentação. Estão representadas cinco áreas diferentes — dança, teatro, música, cinema e circo contemporâneo — transformando o Campo Alegre num autêntico laboratório criativo. As estruturas residentes são: Casa da Animação, Companhia Instável, Drumming Grupo de Percussão, Erva Daninha, Estrutura, Medeia Filmes, Nome Próprio e Teatro Experimental do Porto. As Residências de curta duração têm lugar nos dois polos do Teatro Municipal, trazendo à cidade artistas de várias latitudes que, mais tarde, poderão apresentar as criações resultantes destes momentos de trabalho.
O programa de Residências cruzadas tem como orientação principal o estímulo à criação artística, através de uma rede de parceiros internacionais que promovem condições para a realização de residências. Fazem parte desta rede, atualmente, o Teatro Municipal do Porto, o NAVE — Centro de Creación y Residencia (em Santiago do Chile, Chile), o CCNCN — Centre Chorégraphique National de Caen na Normandia (França), o Charleroi Danse / Centre Choregráphique de la Fédération Wallonie-Bruxelle (Bélgica), os Teatros del Canal, em Madrid (Espanha) e o CND — Centre Nationale de la Danse, em Paris (França) e Associação Artística e Cultural Mindelact (Cabo Verde).

Residências de longa duração


Casa da Animação

A Casa da Animação nasceu em 2001, com o apoio da Capital Europeia da Cultura — Porto 2001 e da Câmara Municipal do Porto. 
WWW.CASA-DA-ANIMAÇÃO.PT

Companhia Instável

A Companhia Instável surgiu no Porto como resposta à necessidade de criar opções de valorização do intérprete de dança contemporânea.
WWW.COMPANHIAINSTAVEL.PT

Drumming Grupo de Percussão

Vocacionado para a música contemporânea, o Drumming Grupo de Percussão afirma-se como um dos mais importantes coletivos do género a nível internacional.
WWW.DRUMMING.PT

Erva Daninha

A companhia tem como missão a criação de circo contemporâneo, explorando o diálogo entre diferentes expressões das artes performativas.
WWW.ERVADANINHA.PT

Estrutura

A Estrutura foi fundada em 2009 por Cátia Pinheiro e José Nunes e tem desenvolvido a criação e produção de espetáculos de teatro e atividades de formação que dialogam com a realidade do pensamento contemporâneo.
WWW.ESTRUTURA.PT

Medeia Filmes

Há mais de 20 anos a exibir cinema em Portugal e há 10 anos no Teatro Campo Alegre, a Medeia Filmes aposta na qualidade e diversidade.
WWW.MEDEIAFILMES.COM

Nome Próprio

A Nome Próprio é uma estrutura dedicada à produção e promoção de projetos artísticos, sobretudo de dança contemporânea e teatro.
WWW.NOMEPROPRIO.PT

Teatro Experimental do Porto (TEP)

É a mais antiga companhia teatral portuguesa em funcionamento, tendo estreado o primeiro espetáculo em 1953.
WWW.CCT-TEP.COM

Residências de curta duração

As residências de curta duração terão lugar nos dois polos do Teatro Municipal do Porto, trazendo à cidade artistas de várias latitudes que, mais tarde, apresentarão os resultados destes momentos de trabalho e reflexão.

JOANA PROVIDÊNCIA

3 — 21 SETEMBRO

No âmbito do projeto “Auto-acusação”, uma coprodução TMP com estreia prevista para 4 e 5 de outubro no Teatro Rivoli.

CAMPO ALEGRE

INÊS CAMPOS

12 — 16 NOVEMBRO
No âmbito do projeto “artificîo”

Portas abertas 15 novembro / 19.00h

CAMPO ALEGRE

CARLOTA LAGIDO

26 — 30 NOVEMBRO
No âmbito do projeto “MINA”

Portas abertas 30 novembro / 16.00h

CAMPO ALEGRE

CATARINA MIRANDA

7 — 18 JANEIRO
No âmbito do projeto “Burning Eclipse”

CAMPO ALEGRE

SARA VAZ & MARCO BALLESTEROS

11 — 15 FEVEREIRO
No âmbito do projeto “Livro: Poema: Livre”

Portas abertas 14 fevereiro / 19.00h

CAMPO ALEGRE

Residências cruzadas

O programa de residências cruzadas fará com que a circulação internacional a partir do Teatro Municipal do Porto não aconteça somente através dos espetáculos que coproduzimos, mas também dos períodos de criação que os antecedem. Iniciamos este novo programa com parceiros cuja missão passa pela criação artística e pelo desenvolvimento de projetos de residências que promovam condições para a criação artística, tal como a disponibilização de apartamentos, estúdios de trabalho, assistência técnica e de produção.

CCNCN — Centre Chorégraphique National de Caen en Normandie

Caen, França
WWW.TCCNC.EU

Charleroi Danse / Centre Chorégraphique de la Fédération Wallonie-Bruxelles

Bruxelas + Charleroi, Bélgica
WWW.CHARLEROI-DANSE.BE

CND - Centre National de la Danse

Paris, França
WWW.CND.FR

NAVE - Centro de Creación y Residencia

Santiago do Chile, Chile
WWW.NAVE.IO

Teatro Municipal do Porto

Teatros del Canal

Madrid, Espanha
WWW.TEATROCANAL.COM

Associação Artística e Cultural Mindelact

Mindelo, Cabo Verde
WWW.MINDELACT.ORG

JAA! Jovens Artistas Associados

Nas próximas duas temporadas, 2019/2020 e 2020/2021, o Teatro Municipal do Porto repensa a forma como acompanha determinados artistas a médio prazo, e como esses mesmos artistas ocupam a sua programação de forma física e acima de tudo reflexiva. O conceito de “artista associado”, até aqui apoiado em novas coproduções, estreias e difusão, será repensado e concretizado pelo apoio a três muito jovens artistas (todos com menos de 25 anos), cuja pertinência dos primeiros trabalhos é reconhecida e com os quais será desenvolvido um programa de acompanhamento artístico traçado à medida de cada um. Muito mais do que avançar imediatamente para desafios que impliquem novas criações, interessa perceber o que determinado artista necessita para potenciar o seu trabalho, neste momento inicial e fulcral da sua carreira. Desta forma serão acompanhados, nesta fase de despontar artístico, a bailarina e coreógrafa Ana Isabel Castro e a dupla de criadores Guilherme de Sousa & Pedro Azevedo, que deambula entre o teatro físico, a instalação e a cenografia. O Teatro Municipal do Porto ocupará assim, por duas temporadas, a vida e o crescimento destes jovens artistas. 

Artistas Associados

O coreógrafo Marco da Silva Ferreira e o encenador Jorge Andrade (mala voadora) são os primeiros artistas associados do Teatro Municipal do Porto. O convite que lhes foi dirigido e a criação desta nova figura reforça, por um lado, a missão de apoiar e projetar novos trabalhos na área da dança e do teatro e, por outro lado, de incentivar a participação continuada e ativa de dois criadores em momentos importantes da programação. Em diálogo com o Teatro e ao longo de duas temporadas — 2017/18 e 2018/19 —, aproximamo-nos das ideias e do trabalho que os dois artistas vão desenvolver.

MARCO DA SILVA FERREIRA
31 anos, bailarino e coreógrafo

O que representa para ti seres um dos Artistas Associados do Teatro Municipal do Porto para as próximas duas temporadas de programação?

Ser um dos artistas associados vem consolidar o trabalho que o Tiago (Guedes) e o Teatro (Municipal do Porto) têm vindo a fazer em prol do meu percurso enquanto criador emergente. Serve também para dar a oportunidade de maturar algumas ideias e afirmar-me como criador, já que o número de criações que tenho é ainda curto. Durante os próximos dois anos esta será uma forma de crescer com o Teatro e me ajudar a catapultar num universo mais consistente.

Em que se vai cifrar esta parceria para as duas temporadas?

Há varias áreas em que vouestar a exercer pesquisa, nomeadamente na área do pensamento, em trabalhos relacionados com as artes performativas — quer em componentes profissionais e amadoras, quer em componentes artísticas e pedagógicas, quer em componentes como criador e como opinador sobre coisas que me interessam na arte. Vou trabalhar num projeto continuado do Paralelo — Programa de Aproximação às Artes Performativas, com adolescentes — alguns surdos, outros músicos — para fazer uma peça de dança, juntamente com o Filipe Lopes, que é compositor. É um trabalho sobre como o foco diverge entre a imagem e o som. Haverá também uma reposição do “Brother” e uma nova criação para 2019, a estrear em maio desse ano. Haverá ainda um ciclo de workshops a decorrer em maio de 2018, durante o DDD — Festival Dias da Dança. Falta destacar ainda uma colaboração minha com o Jorge Andrade (mala voadora, outro artista associado das duas temporadas de programação), com estreia em 2019.


JORGE ANDRADE
44 anos, encenador

O que representa para ti este convite (e para a mala voadora, estrutura que cofundaste), que te foi endereçado pelo Teatro Municipal do Porto para estas duas temporadas de programação?

Este convite deixa-me contente porque durante muito tempo a programação da mala voadora esteve afastada do Porto. Vínhamos muito pontualmente apresentar os nossos trabalhos em Serralves e, com a abertura do Teatro Municipal do Porto, viemos apresentar os nossos trabalhos com mais regularidade. Aliás, os mesmos foram coproduzidos pelo Teatro Municipal do Porto e estrearam nas suas salas. Vemos isso (este convite) como um aprofundar desta relação e só nos pode deixar contentes.

Este convite irá materializar-se em quantos espetáculos e atividades ao longo dos próximos tempos?

A mala voadora já tem um programa definido para os próximos dois anos e algumas apresentações dos nossos espetáculos, nomeadamente o próximo, que estrearemos e que será uma coprodução do TMP, será apresentado aqui, no Rivoli. Chama-se “Amazónia” e terá lugar em janeiro. Vamos ainda apresentar, ao longo dos dois anos, outros espetáculos, alguns em estreia, outros em coprodução e algumas reposições. Iremos repor um espetáculo nosso com o coreógrafo Miguel Pereira, que se chama “Wilde”; vamos ainda fazer um trabalho que tem como nome “Manual do Trabalho e Felicidade”, que será desenvolvido em parceria com o Paralelo – Programa de Aproximação às Artes Performativas; e estrearemos um novo trabalho que se chama “Dinheiro”, que abordará a relação da mala voadora com o próprio dinheiro. O que aqui aprofundaremos é esta relação da mala voadora com o Teatro Municipal do Porto.

Bolsa de Criação Isabel Alves Costa

O Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP), a Comédias do Minho (CdM) e o Teatro Municipal do Porto organizam a quarta edição da Bolsa de Criação Isabel Alves Costa (BCIAC), agora com carácter bienal. A BCIAC surge como vontade de abertura a novas propostas. Com este gesto, alarga-se o espaço já existente no panorama artístico legitimado, contribuindo para a renovação do tecido artístico na sua relação com públicos e territórios. Serão privilegiados projetos de pequeno/médio formato e grande portabilidade, em que a liberdade de criação e inovação, o cruzamento de linguagens e o pensamento estruturado sejam claros eixos de trabalho e exercício artístico.

O regulamento da 4ª edição da BCIAC pode ser consultado em bciac.fimp.pt