Dia 7 — Bloco Noite

HVIT + Coreto Porta-Jazz + Jim Hart / Alfred Vogel + Jam Session

Dia 7 — Bloco Noite

© Grzegorz Gołębiowski

Fevereiro

7 Sex 21.30h

RIVOLIGrande Auditório

Música
 
"HVIT" de João Grilo e Miguel C. Tavares (PT, NO, DK)

A relação entre a música e as outras formas de arte tem sido aprofundada no projecto Porta-Jazz / Guimarães Jazz, desenvolvido através de uma residência artística com criadores de várias áreas. Já houve encontros da música com o teatro e a dança, por exemplo, cabendo agora ao vídeo entrar em cena. Nesta edição do Festival Porta-Jazz, pode-se assistir à combinação do compositor e pianista João Grilo e do artista visual Miguel C. Tavares, a quem se juntam dois músicos noruegueses de prestígio internacional: o baterista Simon Olderskog Albertsen e o contrabaixista Christian Meaas Svendsen. É, por isso, uma conversa entre a música e as imagens, sem definição de protagonistas ou actores secundários, num balanço constante entre o urbano e o natural, o movimento e a quietude, o abstracto e o real. O fio desta navalha tem tanto de narrativo como de arbitrário, criando um espectáculo envolvente que baralha as pistas para revelar algo de novo.

Coreto Porta-Jazz “Celebration” (PT)


Um dos mais importantes grupos de jazz em Portugal dá pelo nome de Coreto Porta-Jazz. Foi criado em 2010 por João Pedro Brandão e teve em 2012 o seu primeiro registo, “Aljamia”, sucedido por “Mergulho”, “Sem Chão” e “Analog”. Pode dizer-se que é um laboratório de composição, tanto de João Pedro Brandão como de uma série de outros músicos do Porto, dentro do ensemble (AP, Susana Santos Silva, José Pedro Coelho, Rui Teixeira) e fora dele (Nuno Trocado, João Guimarães, Filipe Lopes, Tomás Marques, Paulo Perfeito). Mas também houve lugar para colaborações internacionais, podendo-se referir os nomes de Torbjorn Zetterberg e Ohad Talmor, tanto enquanto intérpretes como compositores. Sendo esta a décima edição do Festival Porta-Jazz e o décimo aniversário do Coreto, esta actuação será também a celebração de uma década de serviços musicais, revisitando algumas das mais fortes composições escritas para este grupo, com 12 músicos em palco. É uma excelente forma de festejar a cumplicidade entre estas duas entidades, uma vez que o Coreto é o ensemble residente da Associação Porta-Jazz e presença assídua no festival.

Jim Hart / Alfred Vogel "Come Rain Come Shine" (UK, AT) + Jam Session Café (Entrada livre)

É possível fazer um álbum memorável em dois dias? Jim Hart e Alfred Vogel acharam que sim e puseram-se a desafiar a meteorologia que os rodeava com boa música. Aliás, as referências meteorológicas são mais do que muitas, desde o título do álbum, “Come Rain Come Shine”, aos nomes dos próprios temas. Fica então esclarecido que fazer música sobre o tempo é tão fértil como fazer conversa sobre o tempo, principalmente se estivermos em Abril. Porém, é preciso ter em conta que se está perante dois músicos talentosos, com provas mais do que dadas em todo o mundo. Jim Hart é um reconhecido vibrafonista e Alfred Vogel tem-se notabilizado na bateria, estando este último também no Festival Porta-Jazz com os Blechbaragge. Espere-se, então, por um cheirinho de Abril em Fevereiro e pela revelação de que um britânico e um austríaco podem entender-se musicalmente, desde que o aquecedor esteja ligado e haja bebidas quentes por perto.


O Festival Porta-Jazz chega este ano à décima edição. A data convida a balanços e a revisões da matéria dada, começando pelo início da associação que lhe dá nome, na altura uma pequena comunidade local, até aos dias de hoje, em que se pode falar da afirmação de um movimento verdadeiramente internacional. Tem sido uma evolução rápida mas também orgânica, crescendo à velocidade das ligações com músicos de todo o mundo. Esta edição do Festival Porta-Jazz será espelho disso mesmo, mostrando nomes que aqui se apresentam pela primeira vez e outros que regressam com novos projetos, sabendo-se de antemão que este será, também, o ponto de partida para outras viagens musicais, de que só saberemos notícias num futuro mais ou menos próximo. Na base de tudo isto está, desde a génese, a promoção de música original e criativa na área do jazz. Criou-se no Porto um pólo único de músicos, uma comunidade sem fronteiras, sempre com a perspectiva de democratizar o acesso a esta música e alargar o seu público. Para isso, tem sido determinante o incentivo a parcerias e intercâmbios entre autores desta cidade com outros criadores nacionais e internacionais, gerando uma convergência artística muito especial. A celebração destes 10 anos vem tornar mais visível a actividade possante e ininterrupta de uma associação que realiza mais de uma centena de concertos anuais, dentro e fora de portas, já lançou mais de meia centena de discos e tornou sustentável uma comunidade artística, alimentando a cultura da cidade e do país. Hoje, o Festival Porta-Jazz é uma referência internacional pela reconhecida qualidade dos projectos que apoia e um ponto de passagem essencial para músicos em trânsito, de renome internacional, assim como uma referência criativa para muitas instituições internacionais. Acreditamos ter criado um movimento crucial para definir o que é o jazz de hoje em Portugal. Conte-se, por isso, com três dias intensos de música no Rivoli, com parcerias entre projectos do Porto e músicos nacionais e internacionais, mostrando novas criações e encomendas, bem como apresentações de discos, residências, jam sessions, encontros de escolas de jazz, oficinas e muito mais. Entre 7 e 9 de Fevereiro todos os caminhos da música vão ter ao Festival Porta-Jazz. 

Fevereiro

7 Sex 21.30h

RIVOLIGrande Auditório

Música
 
  • "HVIT" de João Grilo e Miguel C. Tavares
    João Grilo (composição e piano)
    Simon Olderskog Albertsen (bateria)
    Christian Meaas Svendsen (contrabaixo)
    José Soares (saxofone)
    Miguel C. Tavares (vídeo)

    Coreto Porta-Jazz “Celebration”
    João Pedro Brandão (saxofone alto, flauta)
    José Pedro Coelho (saxofone tenor)
    Hugo Ciríaco (saxofone tenor)
    Rui Teixeira (saxofone barítono)
    Susana Santos Silva (trompete)
    Ricardo Formoso (trompete)
    Daniel Dias (trombone)
    Andreia Santos (trombone)
    AP (guitarra)
    Hugo Raro (piano)
    José Carlos Barbosa (contrabaixo)
    José Marrucho (bateria)

  • Jim Hart / Alfred Vogel "Come Rain Come Shine"
    Jim Hart (vibrafone)
    Alfred Vogel (bateria)