Grupo de Teatro do Centro Cultural Português & Teatro de Marionetas do Porto

O cheiro dos velhos

Grupo de Teatro do Centro Cultural Português & Teatro de Marionetas do Porto

© Queila Fernandes

FIMP 2020

1017.00hSáb
1117.00hDom

RIVOLIPequeno Auditório

Marionetas
Portugal/Cabo Verde
Estreia
9€ • 1.20min • >12 
Um funcionário público molha os pés numa praia calma, tranquila e deserta, quando é surpreendido por uma velha mendiga cadavérica, desdentada e com cheiro a álcool, que se apodera dos seus sapatos. À respeitosa cordialidade com que procura recuperar os mesmos, a velha retribui com indecifrável postura, que progride da obstinação rabugenta à sádica malvadez. À perplexidade do homem, ante o que atribui à crueldade gratuita de uma desconhecida, opõe-se a determinação da velha em forçar uma “confissão sincera” de uma ofensa anterior. Numa era orientada para a teatralidade, onde o jogo de fantasias mediáticas e as cores histriónicas com que se enfeitam banalidades quotidianas embaçam as fronteiras entre “verdade” e “mentira”, estará a razão de um dos lados, no meio ou em lugar nenhum? 


O GRUPO DE TEATRO DO CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS DO MINDELO, fundado a 18 de fevereiro de 1993, encontra-se prestes a estrear a 60ª produção cénica. O Grupo tem vindo a implementar uma dinâmica teatral em S. Vicente, Cabo Verde, sem precedentes, apresentando peças que vão desde originais à encenação de autores nacionais consagrados como Arménio Vieira, Germano Almeida, Aurélio Gonçalves, Eugénio Tavares, Caplan Neves ou Mário Lúcio Sousa, passando pela adaptação de autores da dramaturgia universal. Foi ainda o primeiro grupo a encenar em crioulo autores como Shakespeare, Lorca, Molière, Wilde ou Beckett. A sua atividade é dividida entre a produção cénica e a formação, tendo catapultado um elevado número de novos atores, já considerados unanimemente como a nova geração de atores do teatro cabo-verdiano.

O TEATRO DE MARIONETAS DO PORTO nasceu em 1988, com sede no Centro Histórico do Porto. A prática teatral da companhia revela uma visão não convencional da marioneta e o entendimento do teatro de marionetas como uma linguagem poética e imagética evocativa da contemporaneidade. Em 2013, a companhia inaugurou o Museu das Marionetas do Porto, sonho do seu fundador João Paulo Seara Cardoso (1956-2010) e, em 2016, foi aberto o Pólo das Marionetas/Quinta de Bonjóia, através do qual a companhia tem realizado um forte trabalho de integração social com as comunidades locais.

FIMP 2020

1017.00hSáb
1117.00hDom

RIVOLIPequeno Auditório

Marionetas
Portugal/Cabo Verde
Estreia
9€ • 1.20min • >12 
Texto original Caplan Neves
Encenação e espaço cénico João Branco
Assistente de encenação Edson Forbes
Aconselhamento artístico Isabel Barros
Interpretação Caplan Neves, Janaina Alves, Lisa Reis
Apoio movimento e manipulação Micaela Soares, Vítor Gomes
Produção em Portugal Sofia Carvalho
Desenho de luz Filipe Azevedo
Criação de marionetas Ester Monteiro
Coordenação de construção João Pedro Trindade
Figurinos Fernando Morais (Cabo Verde) e Cristina Gil (Portugal)
Desenho e confenção de figurinos (marionetas) Claudia Ribeiro e Marlene Rodriguez
Vídeo Henrique Mello
Fotografia Queila Fernandes
Coprodução Teatro Municipal do Porto, Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, Teatro de Marionetas do Porto, Festival Internacional de Marionetas do Porto