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31 Maio 2019

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... Perguntas a Pedro Sobast

Understage ⁄ Catacombe
O ciclo mensal de música "Understage" regressa a 14 de junho com os Catacombe, num concerto em coprodução com a Amplificasom. Pedro Sobast, elemento da banda que se divide entre Vale de Cambra e o Porto, antecipa o concerto e fala sobre "Scintilla", o quarto trabalho com lançamento previsto para 7 de junho e que conta já com o single de avanço, "Carrossel". A palavra está relacionada com a luz, o fogo, a faísca, a centelha. De que forma descreverias este disco e como foi o processo criativo? 

Sim, o nosso quarto trabalho está relacionado com a luz. Penso que em "Scintilla" vamos encontrar uma evolução do álbum anterior, o “Quidam” [2014]. É algo mais complexo, mais intenso e, talvez, mais pesado em algumas partes. Foge um bocado às regras, em termos de ritmo, do post-rock habitual, mais convencional. Quanto ao processo criativo, em todos os nossos trabalhos nada foi programado. Simplesmente chegamos à sala de ensaios e é o que sai. Às vezes, só estou eu e o Filipe [Ferreira] a tocar guitarra, depois chega o Pedro [Melo Alves] e o Gil [Cerqueira] e começam a juntar os elementos deles também. E a música tem fluído assim. O que as pessoas vão ouvir no “Scintilla” é tudo o que saiu no momento, foi espontâneo.

Sendo o vosso quarto trabalho - depois do EP "Memoirs" (2008) e dos álbuns "Kinetic" (2010) e "Quidam" (2014) -, como caracterizam a vossa evolução enquanto banda ao longo destes 11 anos? Sendo o membro fundador da banda - que sofreu várias alterações de composição -, o que é que mudou na forma como interagem entre si e nas sonoridades que foram explorando ao longo destes 11 anos?

A variação de elementos da banda tem pontos negativos, inserir novos elementos quebra sempre o ritmo. Mas também trouxe pontos positivos porque assim, sem querermos e sem fazermos por isso, as coisas soaram todas diferentes. O primeiro soou de uma maneira, o segundo já soou de outra, o “Quidam” de outra e este [“Scintilla"] é uma evolução do “Quidam” porque, pela primeira vez, temos dois trabalhos seguidos com os mesmos elementos.

Tendo em conta a grande afluência na compra de bilhetes e as reações que têm sentido nas redes sociais, percebe-se que o público tem uma grande vontade de ver, novamente, um concerto vosso. Quais são as vossas expectativas?

Talvez se deva a este tempo todo em que não demos notícias, apesar de termos dado alguns concertos durante estes anos. Quanto às expectativas, esperamos que seja uma noite intensa para toda a gente: para nós e para o público que vai marcar presença no Understage!


Fotografia © Ricardo Martins
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