Quintas de Leitura Online: No dia 21 de maio, a poesia ensina a resistir

13 Maio 2020

Quintas de Leitura Online: No dia 21 de maio, a poesia ensina a resistir

A sessão Sem dias de solidão é transmitida no Facebook do TMP

“Nós reduziremos a arte à sua expressão mais simples, que é o amor” (André Breton)

Sabemos que a poesia não salva vidas. Contudo, a poesia ensina a resistir, a lutar. É esta, de resto, a essência do ato de escrita: um exercício de resistência contra o que nos oprime, um grito de libertação. A poesia não pode estar de costas voltada para o quotidiano. A poesia tem de estar ao serviço da vida, da transformação da realidade, da imaginação. Vivemos tempos de incerteza e inquietação. Estamos, muitos de nós, confinados ao espaço da casa. Sabemos que a nossa casa é onde mora o coração. Sabemos, ainda, pela pena de Ferlingheti, que “enquanto houver desconhecido, haverá poesia”.

Propomos, por isso, um exercício singelo e luminoso: vamos ligar os nossos corações, emoções online, em torno da poesia portuguesa e dos valores que continuam a animar a nossa ação: a liberdade, o amor, o futuro. Não faltarão, nesta sessão especial — “Sem dias de solidão” — das Quintas de Leitura, poemas belos, contundentes, lucipotentes, ditos e escolhidos por alguns especialistas na arte de dizer. Juntam-se-lhes, nesta noite com varandas para o sonho, artistas de outras áreas de criação (música, novo circo, imagem) para, em conjunto, darem mais cor à esperança.

No dia 21 de maio, às 22h00, na página de Facebook do Teatro Municipal do Porto, ousamos lutar e vencer, na inoxidável companhia de: João Habitualmente, Ricardo Caló, Vasco Gomes, Ana Celeste Ferreira, Ana Deus, Isaque Ferreira, Renato Filipe Cardoso, PAM, Teia Campos e Luca Argel.

Para quem quiser ver (ou rever), a sessão ficará disponível até domingo, dia 24 de maio, aqui.


INFORMAÇÕES
1.00h • >12

Intendente António Manuel Leitão da Silva
Poema: “Anjo guardião”, de Rolf Jacobsen
Tradução: Jorge Sousa Braga e Assírio & Alvim / Grupo Porto Editora
Vídeo: Hugo Valter Moutinho

Ricardo Caló

Música: “Gymnopédie nº 1”, de Erik Satie

Isaque Ferreira
Poemas: “Portugal”, de Jorge Sousa Braga; “Poema”, de Mário Cesariny; “Amor como em casa”, de Manuel António Pina; “Rifão quotidiano”, Mário-Henrique Leiria; “O que aconteceria se o arcebispo de Beja fosse ao Porto e dissesse que era Napoleão”, de Mário-Henrique Leiria

Vasco Gomes
Texto e voz: Julieta Guimarães
Música: Baltazar Molina

Ana Celeste Ferreira
Poemas: "A Vida Pesa-me como um Touro", de Afonso Cruz; "No ano Passado", de José Luís Peixoto
Música: "El viento de la noche", de Pablo Neruda (excerto)

Renato Filipe Cardoso
Poemas (da sua autoria): “Solitudo”, “Antigo Egipto”, “Clictóris”, “Se me amas mesmo”, “Senhoria”, “Grande superfície”, “Que remédio”, “Heráclito revisited”, “Seguros do além”, “Gato sobrevivente”, “Energia fóssil”, “Energia renovável”, “Haiku do Natal passado”, “Auto-ajuda para o génio dentro da lâmpada”, “Como a ti mesmo”, “Take a walk on the wild side”, “Bonnie & Clyde”, “Aviso legal”

Teia Campos
Conceção, voz e arranjo: Teia Campos
Música e textos originais: “A noite”, de José Mário Branco; “Grafite dura”, de Amélia Muge e Regina Guimarães
Som: Juan de la Fuente
Vídeo: Inês Campos e Raphaël Decoster

Ana Deus
Poema: “Poetria”, de Alberto Pimenta

Luca Argel
Músicas (da sua autoria): “Samba invertido” e “Conversa de fila”
Poema (da sua autoria): “A voz”

António Guimarães 
Poema: “Receita para fazer um poema dadaísta”, de Tristan Tzara
Vídeo: Hugo Valter Moutinho

Imagens / separadores © Paulo Ansiães Monteiro (PAM)