Aurélien Bory / Shantala Shivalingappa

aSH

Aurélien Bory / Shantala Shivalingappa

© Aglae Bory

Janeiro

18 Sáb 21.30h 19 Dom 17.30h

RIVOLIGrande Auditório

Dança ⁄ Teatro
França / Índia
Estreia nacional
Entrada gratuita • 1.00h • >6  
Conheci a Shantala Shivalingappa em 2008, nos bastidores de um teatro em Dusseldorf, onde era convidada da Pina Bausch. Foi aí que tudo se alinhou de forma realmente poderosa. aSH é o opus final na trilogia de retratos de mulheres iniciada dez anos antes com Questcequetudeviens? (2008) e que continuou com Plexus (2012). Nessa trilogia, não tomo como ponto de partida o espaço, que é o meu tema habitual no teatro, mas uma mulher, uma pessoa com uma história, um ser vivo que se revela através da dança. Shiva, o deus da dança, habita a Shantala Shivalingappa. De acordo com a literatura, Shiva tem mais de mil nomes. É um deus de criação e destruição. A cinza [ash] não é apenas o resíduo sólido da combustão perfeita, é aqui um processo. Faz parte de um ciclo de nascimento e morte que começa do nada – o início de qualquer forma no teatro – e tende para uma forma efémera antes de desaparecer. A dança de Shantala assemelha-se a um kolam, um desenho feito no chão com farinha de manhã, destruído pelo vento durante o dia e refeito no dia seguinte. Círculos, pontos, simetrias, espirais, fractais… a dança dela parece ser uma representação da própria estrutura do mundo. Em aSH, título formado com as iniciais do primeiro e último nomes dela, gostaria que o espaço tivesse todo um ritmo. Gostaria que o espaço começasse por se exprimir como uma vibração, a qual é depois apanhada, transformada e prolongada indefinidamente pelo percussionista Loïc Schild. A dança de Shantala baseia-se na sua viagem da Índia para a Europa, do kuchipudi a Pina Bausch, de Shiva a Dionísio, deus do teatro, que alguns dizem descender do mesmo deus. Shantala está sempre a viajar entre Madrasta, onde nasceu, e Paris, onde vive. A sua dança é um pêndulo perpétuo, muito à semelhança do nosso encontro: algures entre a mística hindu e a física quântica. – Aurélien Bory  


Aurélien Bory nasceu em 1972 em Colmar, França. Aurélien estudou física, o que o levou a trabalhar no campo da acústica arquitetónica. O artista Mladen Materić, que conheceu no Théâtre Garonne, introduziu-o ao ofício da representação. Em 2000, fundou a Compagnie 111, em Toulouse. Leva a cabo um teatro físico, singular e híbrido, cruzando várias disciplinas: circo, dança, artes visuais e música. Intrigado com a questão do espaço, as suas composições, que espelham uma estética peculiar, são impulsionadas pelas ciências e assentam grandemente na cenografia. O seu reportório conta com 13 criações e é interpretado em teatros conceituados em França e no estrangeiro. 

Shantala Shivalingappa divide o tempo entre Madrasta, onde nasceu, e Paris, onde cresceu. Teve formação em dança indiana clássica em tenra idade com a mãe, a bailarina Savitry Nair, e depois com o mestre Vempati Chinna Satyam, no estilo kuchipudi. Desde os 13 anos, teve o privilégio de trabalhar com alguns dos maiores artistas do nosso tempo: Maurice Béjart, Peter Brook, Bartabas, Pina Bausch e Amagatsu. É hoje internacionalmente reconhecida como uma bailarina excecional e embaixadora do kuchipudi, partilhando o seu entusiasmo por esse estilo em todo o mundo. Foi a primeira a ganhar um Prémio Bessie (2013) para um estilo sul asiático com a sua peça Shiva Ganga. Apaixonada pelos encontros entre as pessoas e o percurso artístico que desencadeiam, também se deleita ao colaborar com diferentes artistas na exploração da dança, da música e do teatro. 

Janeiro

18 Sáb 21.30h 19 Dom 17.30h

RIVOLIGrande Auditório

Dança ⁄ Teatro
França / Índia
Estreia nacional
Entrada gratuita • 1.00h • >6  
  • Com
    Shantala Shivalingappa
    E
    Loïc Schild (percussão)
    Conceção, cenografia e direção
    Aurélien Bory
    Coreografia
    Shantala Shivalingappa
    Dramaturgia
    Taïcyr Fadel
    Desenho de luz
    Arno Veyrat com assistência de Mallory Duhamel
    Música
    Joan Cambon
    Conceção técnica do cenário
    Pierre Dequivre, Stéphane Chipeaux-Dardé
    Figurinos
    Manuela Agnesini, Nathalie Trouvé
    Direção técnica
    Arno Veyrat
    Direção de cena
    Thomas Dupeyron / Robin Jouanneau
    Direção de som
    Stéphane Ley
    Direção de luz
    Mallory Duhamel / Thomas Dupeyron
  • Chefe de produção
    Florence Meurisse
    Direção de produção 
    Clément Séguier-Faucher
    Logística
    Justine Cailliau Konkoj
    Imprensa
    Plan Bey Agency
    Canções
    Winterreise [Viagem de Inverno], de Franz Schubert
    Citações
    Georges Perec, Espèces d’espaces, © Éditions Galilée, 1974
    Produção
    Compagnie 111 – Aurélien Bory
    Coprodução
    ThéâtredelaCité – CDN Toulouse Occitanie, Festival Montpellier Danse 2018, Agora – PNAC Boulazac-Nouvelle-Aquitaine, La Scala – Paris, L’Onde Théâtre Centre d’Art – Vélizy-Villacoublay
    Participação artística
    ENSATT – Lyon
    Ensaios e residências
    La nouvelle Digue-Toulouse, ThéâtredelaCité – CDN Toulouse Occitanie