Marlene Monteiro Freitas - © DR

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Outubro

29 Qui 21.00h 30 Sex 21.00h

RIVOLI Grande Auditório

12.00€ • 1.30h • >6 

Marlene Monteiro Freitas

Mal – Embriaguez Divina

Dança
Portugal/Cabo Verde
Marlene Monteiro Freitas - © DR

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O Mal foi por muito tempo personificado pelo Diabo, também conhecido como Anticristo, Satanás, Leviatã, Lúcifer, mas também simbolizado pela Bruxa, Mago, Mulher, Animal, Híbrido, Mutante e assim por diante. Encontraremos a sua referência na Bíblia, no discurso moral, ético, político, judiciário, e ainda, no centro de criações literárias e artísticas. A seu tempo, tanto a natureza do Mal como a sua personificação, o Diabo, alargar-se-iam às ideias de injustiça social, violência, doença, entre outras. Para Georges Bataille, a atividade humana é geralmente o desejo de alcançar o ponto mais distante do domínio fúnebre (o podre, o sujo, o impuro), conjurando o Mal. O nosso Mal passar-se-á numa tribuna, onde um coro, numa tonalidade prenunciadora de melancolia, é assaltado por visões. Ao mesmo tempo que observa, é vigiado. — Marlene Monteiro Freitas


MARLENE MONTEIRO FREITAS nasceu em Cabo Verde onde cofundou o grupo de dança Compass. Estudou dança na P.A.R.T.S., em Bruxelas, na Escola Superior de Dança e na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Trabalhou com Emmanuelle Huynh, Loïc Touzé, Tânia Carvalho, Boris Charmatz, entre outros. Criou as peças Bacantes – Prelúdio para uma Purga (2017), Jaguar com a colaboração de Andreas Merk (2015), de marfim e carne - as estátuas também sofrem (2014), Paraíso - colecção privada (2012-13), (M)imosa com Trajal Harrell, François Chaignaud e Cecilia Bengolea (2011), Guintche (2010), A Seriedade do Animal (2009-10), A Improbabilidade da Certeza (2006), Larvar (2006) e Primeira Impressão (2005). Estas peças têm como denominador comum a abertura, a impureza e a intensidade. Em 2017, a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) atribuiu a Jaguar o prémio de melhor coreografia e, no mesmo ano, foi distinguida pelo Governo de Cabo Verde pelas suas realizações culturais. Em 2018, a Bienal de Veneza atribuiu a Marlene o Leão de Prata na categoria de Dança. É cofundadora da P.OR.K, estrutura de produção sediada em Lisboa.
Coreografia Marlene Monteiro Freitas
Assistência Lander Patrick
Com Andreas Merk, Betty Tchomanga, Hsin-Yi Hsiang, Jelena Kuljic, Majd Feddah, Mariana Tembe, Miguel Filipe, Samouil Stoyanov, Walter Hess
Desenho de luz e espaço Yannick Fouassier
Apoio à criação do espaço Espaço Miguel Figueira
Direção de cena André Calado
Pesquisa Marlene Monteiro Freitas, João Francisco Figueira
Dramaturgia Martin Valdés-Stauber
Produção P.OR.K, Münchner Kammerspiele
Difusão Key Performance
Apoio Dançando com a diferença, Fabbrica Europa|PARC- Performing Arts Research Center, La Gare – Fabrique des arts en mouvement, Polo Cultural Gaivotas | Boavista, Reykjavík Dance Festival
Coprodução Teatro Municipal do Porto, Biennale de la danse de Lyon 2020 & Pôle européen de création – Ministère de la Culture/Maison de la Danse en soutien à la Biennale de la danse de Lyon, Culturgest, HAU Hebbel am Ufer, Kunstenfestivaldesarts; Künstlerhaus Mousonturm, NEXT festival, Ruhrtriennale, TANDEM Scène nationale, Theater Freiburg, Wiener Festwochen