Olhares da Terra

Miguel Palma

Olhares da Terra

© Romy Castro

2918.30hTer

RIVOLIPequeno Auditório

Conferências
Em parceria com Universidade Lusófona do Porto
Preço Entrada gratuita mediante levantamento de bilhete (máx. 2 por pessoa)
Condições de acesso Bilhetes disponíveis no próprio dia, na Bilheteira do Rivoli
Dislexia focada ou focagem dispersa
Conversa entre Miguel Palma e José Bragança de Miranda

O trabalho de Miguel Palma raramente segue um traço predestinado. Dada a companhia para a conversa, e após uma estimulante discussão no início do ano, o mote para esta conferência é não haver um mote específico. Apenas algumas ideias: um lado de radar – o que interessa e não interessa. Tudo é importante e nada o é. Tudo o que sabemos é igual, apenas contado de maneira diferente. O resto é sexo e paisagem – envolto numa noção de perdão coletivo e nojo.


MIGUEL PALMA nasceu em 1964. Vive e trabalha em Lisboa. Artista que se apropria das narrativas de uma modernidade em permanente questionamento para melhor refletir sobre o presente, o seu fascínio por ícones da modernidade clássica é evidente: o mundo da aviação, o automóvel, a arquitetura, a natureza (mais ou menos domesticada) e a tecnologia em geral. A criatividade do artista desdobra-se numa pulsão construtiva que convoca e problematiza conceitos como o progresso, a degenerescência, a velocidade e o fracasso. Com uma atividade continuada por mais de três décadas, as suas obras transitam entre os mais diversos meios, como a escultura, o vídeo, a instalação, o desenho e a performance. Das suas exposições individuais destacam-se: (Ainda) O Desconforto Moderno, Museu Coleção Berardo, Lisboa (2019); Miguel Palma. A-Z. MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Lisboa (2018); Squelch, Galeria Presença, Porto (2017); Cinq Temps, MUCEM – Musée des Civilisations de l’Europe et de la Méditerranée, Marselha (2016); Autóctone, Museu de Arte Popular, Lisboa (2014); Desconforto Moderno, CGAC – Centro Gallego de Arte Contemporáneo, Santiago de Compostela (2013); Trajectory: Miguel Palma, ASU Art Museum – Arizona State University, Arizona (2012); Linha de Montagem, CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2011); Private View/Jaguar Project, Warwick Arts Centre, Coventry (2010); COMMA01: MIGUEL PALMA – OSMOSIS, Bloomberg Space, Londres (2009); O Mundo às Avessas, Culturgest, Lisboa (2007); Aríete, Circulo de Bellas Artes, Madrid (2006); Miguel Palma. Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto (2000); Exposição de Ocasião, Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa (2000); Traject, CCC – Centre de Création Contemporain, Tours (1997); Olho Mágico, Galeria Quadrum, Lisboa (1993); Projecto Cemiterra-Geraterra, CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1991); Ludo, Galeria Quadrum, Lisboa (1989). Está representado em inúmeras coleções públicas e privadas, nacionais e internacionais tais como Fundação Serralves (Porto, Portugal), Coleção Berardo (Lisboa, Portugal), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, Portugal), Museu Nacional de Arte Contemporânea (Lisboa, Portugal), Centre Pompidou (Paris, França), FRAC – Limousin (Limoges, França), FRAC – Centre (Orléans, França), IAC – Institut d’Art Contemporain (Villeurbanne, França), CCC – Centre de Création Contemporaine (tours, França), CGAC – Centro Gallego de Arte Contemporáneo (Santiago de Compostela, Espanha), Colección ARCO (Madrid, Espanha), MUDAM – Musée D’Art Moderne Grand-Duc Jean (Luxemburgo), ASU Art Museum – Arizona State University Museum (Arizona Estados Unidos da América), Phoenix Art Museum (Phoenix, Estados Unidos da América), entre outras.


Com a saída de Gagarin para o espaço, em 1961, e com as fotografias da missão Apolo, a Terra surge-nos pela primeira vez inteira ao nosso olhar, cai nas nossas mãos por obra da fotografia e da técnica que a reproduziu e permitiu sair dela – vê-la de fora. Os efeitos deste surgir como planeta e não como suporte são decisivos. Se no inconsciente da História a retalhámos em países e mapas, numa geopolítica violenta, se dividimos os humanos por nações e raças, somos agora obrigados a repensar tudo o que foi feito. Sobre tudo o que herdámos, pesa agora esse objeto que se desloca dos nossos pés para pesar sobre todos nós, exigindo novas possibilidades de ser habitada. Neste 3º CICLO INTERNACIONAL TMP/ULP deixaremos confrontar livremente esses novos olhares que passam por temáticas como a geofilosofia, o antropoceno, a crise climática, as teorias de Gaia, a globalização, a arte global ou o ativismo em rede.


Mais informação www.ulp.pt

2918.30hTer

RIVOLIPequeno Auditório

Conferências
Em parceria com Universidade Lusófona do Porto
Preço Entrada gratuita mediante levantamento de bilhete (máx. 2 por pessoa)
Condições de acesso Bilhetes disponíveis no próprio dia, na Bilheteira do Rivoli