PAR(s) – Artes Performativas & Imagem Online

Cláudia Varejão & Joana Castro
Pedro Neves Marques & Teresa Coutinho
Sofia Arriscado & Costanza Givone

PAR(s) – Artes Performativas & Imagem Online

© DR

90º Aniversário Teatro Rivoli

Janeiro

23/01 dom 18:00

PASSOS MANUEL

Cinema ⁄ Dança ⁄ Teatro ⁄ Circo Contemporâneo ⁄ Formas animadas
Preço Gratuito mediante levantamento de bilhete, nos próprios dias das sessões, a partir das 10h00, na bilheteira do Rivoli e na BOL  
Duração 11min + 13min + 10min
Classificação etária 12+
Na temporada 2020/2021 surgiu a necessidade de abrandarmos e de desenvolvermos novos formatos de apresentação. Sobretudo novos formatos de criação e modos de trabalho que nos permitam continuar a consolidar os trabalhos artísticos, na realidade atual.
O Teatro Municipal do Porto convidou 8 artistas para uma colaboração especial, desenhada especificamente para as plataformas online, onde um realizador e um artista performativo, em dupla, a par e par e numa relação de igualdade, foram convidados a criar um novo objeto digital que cruzasse os seus universos e discursos.


PAR(S) 1
Cláudia Varejão & Joana Castro — Ø ilha


A Ø ilha é composta por diversas paisagens dentro de uma só paisagem. São territórios vividos e moldados pelo tempo interior e exterior. Nesta ilha não há territórios privatizados. São paisagens que não se acomodam: expandem-se através de encontros, embates, pressões e fricções. Entre o silêncio e a intimidade, novas ilhas são esculpidas, num encontro possível entre a vida e a morte.


PAR(S) 2
Pedro Neves Marques & Teresa Coutinho — Correspondência

"Jung diz que nos cruzamos com arquétipos ao longo da vida. O Imperador a subir uma rua íngreme à nossa frente. O Eremita sentado ao nosso lado, sozinho, no cinema. A Papisa a estender-nos um livro que nos muda profundamente. Olhei-te de longe, perguntei-me: O Enforcado? O Louco?". Uma correspondência entre dois desconhecidos, assente na importância do simbólico nas suas vidas: ambos resgataram essa relação ancestral, na esperança de melhor acomodarem a sua dor ou o amor. Num tempo de miséria simbólica, essas representações parecem ser não só formas de expandir a nossa perceção sobre o nosso entorno, mas também sobre quem afinal somos: representações, também nós, prontas a influenciar profundamente quem connosco se cruza.  "A New New Age is necessary".


PAR(S) 3
Sofia Arriscado & Costanza Givone — Lapso

Recebi feijões em lugar de dentes
despejei o sangue numa garrafa
vesti a língua para lavar a loiça
troquei um rim por um sabonete
ofereci o mamilo a Sant’Agata.
Perdi as cortinas de pele que fecham o quarto.
 

Cláudia Varejão 
nasceu no Porto e estudou realização no Programa de Criatividade e Criação Artística da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a German Film und Fernsehakademie Berlin e na Academia Internacional de Cinema de São Paulo. Estudou ainda fotografia no AR.CO Centro de Arte e Comunicação Visual em Lisboa. É autora da triologia de curtas-metragens Fim-de-semana, Um dia Frio e Luz da Manhã. Ama-San, retrato de mergulhadoras japonesas, foi a sua estreia nas longas metragens, recebendo dezenas de prémios em todo o mundo, seguindo-se No Escuro Do Cinema Descalço Os Sapatos, filme que acompanha a intimidade de um grupo de bailarinos de uma companhia de dança. Amor Fati é o seu mais recente filme e Lobo e Cão, em fase de preparação, devolverá novamente o seu olhar à ficção. Os seus filmes têm sido selecionados e premiados pelos mais prestigiados festivais de cinema, passando por Locarno, Roterdão, Visions du Reel, Cinema du Reel, Karlovy Vary, Art of the real - Lincoln Center, entre muitos outros. A par do seu trabalho como realizadora desenvolve um percurso como fotógrafa e é professora convidada no AR.CO e na Universidade Católica do Porto. O seu trabalho, tanto no cinema como na fotografia, documentário ou ficção, vive da estreita proximidade com os seus retratados.

Joana Castro (1988, Porto) desenvolve o seu trabalho entre a dança, a performance e o som, apresentando as suas obras em Portugal, França, Bélgica e Alemanha. Iniciou os seus estudos no curso de dança no Balleteatro Escola Profissional em 2003, frequentou o curso PEPCC (Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica) no Fórum Dança em 2008, foi bolseira do NEC em 2009, em 2013 participa no DanceWeb Scholarship Programme em Viena e em 2016/17 frequenta a pós-graduação de especialização em performance na Faculdade de Belas Artes do Porto. No seu percurso enquanto performer colaborou com Né Barros, Victor Hugo Pontes, Ana Borralho e João Galante, Flávio Rodrigues, Joana Providência, Joclécio Azevedo, Juliana Snapper, Carlota Lagido, entre outras. Atualmente encontra-se em palco com o seu mais recente projeto RITE OF DECAY, em criação de Darktraces, performance a estrear no DDD - Festival Dias da Dança em abril de 2021, and STILL we MOVE em colaboração com Maurícia | Neves, a estrear na BoCA em outubro de 2021, MINA de Carlota Lagido com estreia em março de 2021 e Danças precárias de Bruno Alexandre com estreia em abril de 2021. É artista associada do Visões Úteis.

Pedro Neves Marques é artista visual, realizadore e escritore. Nascide em Lisboa, os seus filmes e trabalhos foram expostos em instituições de arte como Tate Modern, Serpentine Galleries e Gasworks em Londres; High Line, Anthology Film Archives, SculptureCenter e e-flux em Nova Iorque; Pérez Art Museum of Miami; Jeu de Paume e Kadist Foundation em Paris; Castello di Rivoli, V-A-C Foundation e PAV em Itália; Fondación Botín e Matadero em Espanha; Times Guangdong Museum, Yinchuan Biennale and Guangzhou Image Triennial na China; Museu Coleção Berardo e MAAT em Portugal; Gwangju Biennale e Liverpool Biennial, bem como em festivais de cinema como Toronto International Film Festivals, New York Film Festival, IndieLisboa, DocLisboa e MixBrasil, entre muitos outros. É co-fundadore da editora de poesia livros do pântano, com a qual publicou o livro de poemas Sex as Care and Other Viral Poems (2020). Tem artigos publicados no e-flux journal, The Baffler e Art Agenda, bem como em livros por editoras e museus como MIT Press, Sternberg Press, Archive Books, HKW e SESC São Paulo. Junto com a artista Mariana Silva, é fundadore do canal de vídeos online, www.inhabitants-tv.org. Foi premiade com o Present Future Art Prize na feira de arte Artissima em 2018 e shortlisted para o Pinchuk Future Generation Art Prize 2021. [texto escrito em linguagem não binária a pedido de Pedro Neves Marques]

Teresa Coutinho (1988, Porto). É atriz, criadora e dramaturga. Licenciada em Teatro - Interpretação pela ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, conclui os seus estudos na ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa. Criou Solo (2021), O eterno debate (2020), E comparar-te a um dia de verão? (2018) — espetáculo para a infância, a partir de William Shakespeare, com Maria Bayley e Joana Bagulho —, Ways of looking (2017) — a partir de John Berger, com Guilherme Gomes —, Agora era eu (2017) — espetáculo para a infância, com Pedro Moura—, Indicação para se perder (2014) — a partir de Marguerite Duras, com Constança Carvalho Homem — e o micro-espectáculo Amanhã à mesma hora (2012). No seu trabalho, têm especial relevo as questões de género, identidade e poder e a fronteira entre realidade e ficção. Como assistente de encenação, trabalhou com Tiago Rodrigues, Faustin Linyekula, Natália Luiza e Beatriz Batarda. Fez apoio à dramaturgia ao espetáculo Aurora Negra (2020), no Teatro Nacional Dona Maria II (TNDMII). Foi curadora de “Apanhar o Sol”, programação online para a infância, a convite do teatro Lu.Ca, em 2020. É coordenadora do ciclo de poesia “Clube dos Poetas Vivos”, no TNDM II. É, frequentemente, convidada para participar em festivais relacionados com a poesia, enquanto atriz, programadora ou moderadora.

Sofia Arriscado estudou realização na ETIC e pós-produção audiovisual na Restart em Lisboa e filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Trabalha nas áreas de registo documental, videoarte e cinema experimental. Trabalha desde 2006 com artistas ligados à música, ao teatro e à dança. Foi operadora de câmara e montadora do filme Jovens de Atenas de Pauliana V. Pimentel e operadora de câmara no filme Eco da Víscera de Jonathan Uliel Saldanha. Do seu trabalho autoral destacam-se Ou-topos (2013) e Fasma (2017). Integrou o comité de seleção para a Competição Internacional do festival de cinema Porto/Post/Doc (2016-2018). Em 2020 participou na publicação Ficha Técnica, projeto do Gabinete Paratextual, com o fascículo Dez Maçãs. É cofundadora da cooperativa de cinema experimental Laia.

Costanza Givone é Mestre em artes cénicas e pós-graduada em dança contemporânea na ESMAE (Porto). Estudou no C.E.M. (Centro Em Movimento, Lisboa), no CPDC (Centro de Aperfeiçoamento em Dança Contemporânea de Florença) e teatro no Teatro del Giglio (Lucca). No seu percurso artístico destaca os artistas N. Karpov, Simona Bucci, Sofia Neuparth, Alexej Merkushev (companhia Derevo theatre), Gey Pin Ang e Gabriella Bartolomei, com os quais estudou, e a experiência de cocriação e interpretação com Madalena Victorino, Aldara Bizarro, André Braga e Cláudia Figueiredo. Em 2006 foi cofundadora da companhia Zaches Teatro para aprofundar o estudo da relação do corpo com o objeto, a máscara, a marioneta. Desde 2012, além do trabalho de intérprete desenvolve projetos pessoais em colaboração com artistas de diferentes áreas: Exposição (estreia TMP, Porto, 2021), Fogo Lento (projeto vencedor da Bolsa Isabel Alves Costa 2018), Famílias (projeto-satélite Circolando), Tempo Rói (estreia TAGV, Coimbra, 2015), Santas de Roca (produção Artemrede 2013), Salomè ha perso il lume (finalista do Prémio Scenario, estreia no FIMFA). Entre 2015 e 2019, graças aos projetos Espírito do Lugar 1.0, 2.0, 3.0, 4.0, 5.0 e Derivas, com a direção artística de André Braga e Cláudia Figueiredo, desenvolveu trabalhos site-specific no Porto e em Coimbra. É cofundadora e diretora artística da Fogo Lento-associação cultural.

90º Aniversário Teatro Rivoli

Janeiro

23/01 dom 18:00

PASSOS MANUEL

Cinema ⁄ Dança ⁄ Teatro ⁄ Circo Contemporâneo ⁄ Formas animadas
Preço Gratuito mediante levantamento de bilhete, nos próprios dias das sessões, a partir das 10h00, na bilheteira do Rivoli e na BOL  
Duração 11min + 13min + 10min
Classificação etária 12+