Vera Mantero

O susto é um mundo

Vera Mantero

© Hilnando Mendes

Novembro

18/11 qui 19:30
19/11 sex 19:30

RIVOLIGrande Auditório

Dança
Estreia
Preço 9€
Duração 60min
Classificação etária 6+
Eduardo Viveiros de Castro diz que para os indígenas brasileiros “a contradição faz sentido” e é uma das características basilares do pensamento ameríndio. Quem de direito apercebe-se de alunos universitários norte-americanos encerrados em bolhas politicamente corretas e aconselha a percorrer mundo para se ser capaz de contradição. Algures chega-se à conclusão de que os media “saudáveis” são aqueles que não apresentam apenas um ponto de vista e sim vários, de preferência até contraditórios. Carl Jung dizia que a sua linguagem devia ser ambígua e de duplo sentido porque só assim ela faria justiça à natureza psíquica. Ernst Cassirer e a sua “lógica do ilógico” poderão ter também alguma coisa a dizer-nos sobre tudo isto... Uma educação para a cidadania será uma educação para a contradição? Educação para o susto. 


Vera Mantero estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Uruguai, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. Desde 2000 que se dedica também ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e cocriando projetos de música experimental.
Em 1999 a Culturgest organizou uma retrospetiva do seu trabalho até à data, intitulada Mês de Março, Mês de Vera. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com Comer o coração, criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura) e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.

Novembro

18/11 qui 19:30
19/11 sex 19:30

RIVOLIGrande Auditório

Dança
Estreia
Preço 9€
Duração 60min
Classificação etária 6+
Direção artística Vera Mantero
Cocriação e Interpretação Henrique Furtado Vieira, Paulo Quedas, Teresa Silva
Desenho de luz Leticia Skrycky
Sonoplastia João Bento
Cenografia João Ferro Martins
Figurinos Marisa Escaleira
Assistência Vera Santos
Participação na pesquisa Vânia Rovisco
Produção O Rumo do Fumo
Coprodução Teatro Municipal do Porto, Centro Cultural Vila Flor, Culturgest, O Rumo do Fumo, Teatro Viriato
Apoio Victor Córdon
O Rumo do Fumo é uma estrutura financiada por República Portuguesa — Cultura | Direcção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Lisboa
Projeto co-financiado pelo Garantir Cultura, Compete 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional – FEDER

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