#3. Programação: escolhas em tempos de distanciamento -

Nada ficou no lugar, e agora?

2 Qui 18.30h

ONLINE

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A conversa terá interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

#3. Programação: escolhas em tempos de distanciamento

Ciclo de conversas online sobre o futuro das artes performativas

Pensamento
#3. Programação: escolhas em tempos de distanciamento -
 
Depois de meses de uma paragem inesperada e dramática para os artistas que viram os seus espetáculos anulados ou adiados, chegou o momento de uma retoma tão esperada quanto cautelosa. Como programar espaços culturais para públicos com máscaras, em tempos de distanciamento social? Será o aumento do número de récitas a melhor solução para colmatar lotações reduzidas? Que novos formatos surgirão, fruto dos condicionamentos impostos? Voltarão as ruas, tal como acontecia há séculos, a ser o palco por excelência das artes performativas? Pode uma programação online contribuir eficazmente para a descentralização das instituições e dos artistas, compensando as previsíveis dificuldades de uma itinerância dos espetáculos? 

Nos últimos meses, a pandemia veio abalar as bases nas quais assentavam as práticas artísticas e os processos de trabalho dos profissionais de todo um setor já de si tendencialmente marcado pela inquietude criativa e pela instabilidade laboral. Assim, artistas, programadores, produtores, comunicadores, mediadores e gestores culturais enfrentam agora questões decisivas sobre as formas como passarão a exercer o seu trabalho. Em tempos de desconfinamento gradual, decidimos assumir as incertezas, questionar o futuro e organizar cinco conversas online sobre as consequências deste abalo que todos experienciamos. Semanalmente, desafiamos três convidados a especularem connosco sobre os possíveis novos contornos das artes performativas num mundo pós-confinamento, onde nada ficou no lugar.

Convidados:

Aida Tavares foi nomeada directora artística do São Luiz Teatro Municipal em 2014, tendo sido reconduzida para um segundo mandato em fevereiro de 2019. Está no São Luiz desde a sua reabertura em 2002, tendo ocupado diferentes cargos ao longo dos anos, como diretora executiva e assistente de programação dos dois anteriores diretores artísticos.
Renan Martins é um coreógrafo brasileiro residente no Porto. Depois de se formar na PARTS em 2012, trabalhou como bailarino para Anne Teresa de Keersmaeker, Daniel Linehan e Peter Savel, entre outros. Desde de 2013 é membro da companhia Damaged Goods/Meg Stuart.
Nayse López é jornalista e curadora desde 1992. Realizou – como curadora, crítica de dança e jornalista – diversas mostras e conferências na área da dança, das artes performativas e da cooperação cultural. Desde 2001, é curadora convidada do Festival Panorama, tornando-se, em 2006, diretora geral e artística do Festival e de outros projetos da Associação Cultural Panorama.

Moderação:
Tiago Guedes (Diretor Artístico do Teatro Municipal do Porto)
 

Nada ficou no lugar, e agora?

Ciclo de conversas online sobre o futuro das artes performativas

Nos últimos meses, a pandemia veio abalar as bases nas quais assentavam as práticas artísticas e os processos de trabalho dos profissionais de todo um setor já de si tendencialmente marcado pela inquietude criativa e pela instabilidade laboral. Assim, artistas, programadores, produtores, comunicadores, mediadores e gestores culturais enfrentam agora questões decisivas sobre as formas como passarão a exercer o seu trabalho. Em tempos de desconfinamento gradual, decidimos assumir as incertezas, questionar o futuro e organizar cinco conversas online sobre as consequências deste abalo que todos experienciamos. Semanalmente, desafiamos três convidados a especularem connosco sobre os possíveis novos contornos das artes performativas num mundo pós-confinamento, onde nada ficou no lugar.