Estreia
Sinopse
Numa peça que oscila entre o ensaio teórico e diversas práticas do corpo — contacto-improvisação, jiu-jitsu e afetividade queer — vemos o esforço de dois corpos queer na proteção e afirmação das suas identidades num momento histórico marcado por sucessivas tentativas de apagamento. Testemunhamos um esforço que se agiganta em movimentos de amorfização, redefinindo corpos e identidades, desmistificando o ódio e fundando novas formas de afetividade. Rodeados de manuais de defesa, estes dois corpos entrelaçam-se em práticas de dança e em treinos de artes marciais de defesa pessoal desarmada, propondo o conhecimento como o maior escudo para a proteção coletiva e comunitária contra discursos de ódio e desinformação. Em MANUAL DE DEFESA, da camuflagem nasce um apossematismo epistemológico. — Júlio Cerdeira
Após as apresentações de MANUAL DE DEFESA e Mechita na sexta-feira, dia 27 de novembro, haverá uma conversa com a presença das equipas artísticas.
resistência
queer
amorfização
contacto-improvisação
defesa
Info sobre horário e bilhetes
Sex
27.11
19:30
Sáb
28.11
19:30
Informação adicional
Preço
7€
- Duração
45min
- Classificação etária
A classificar
Acessibilidades do espetáculo
Texto biografia autores
Júlio Cerdeira (1994) é artista queer e trabalha no cruzamento de práticas artísticas para repensar a materialidade, a identidade e a dimensão política dos corpos queer. Reinventa práticas de contacto-improvisação para a composição de corpos fluidos e transitórios, cria e encena dramaturgias feministas e questiona o lugar da violência na sociedade contemporânea. É mestre em artes cénicas, com especialização em direção artística e interpretação, pela ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. É pós-graduado em dança contemporânea pela mesma instituição e licenciado em teatro pela Universidade do Minho. Atualmente, encontra-se a realizar o doutoramento em arte contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Como performer e artista, colaborou com criadores e estruturas como Né Barros, Elisabete Magalhães, Gustavo Ciríaco, Tales Frey, Rogério Nuno Costa, Sandro William Junqueira, Diogo Liberano, International Contemporary Dance Collective, Bosnian National Theatre Zenica, Festival of International Alternative Theatre (Podgorica), Hosek Contemporary, Instável – Centro Coreográfico, Ballet Contemporâneo do Norte e Bienal Internacional de Arte de Cerveira, entre outros. Em 2019, cofundou a BANQUETE (Braga), onde desenvolve atividade nas áreas da criação, investigação e programação.
Ficha técnica
Direção artística e coreografia
Júlio Cerdeira
Música e vídeo
Miguel De
Luz
Pedro Abreu
Interpretação
Inês Filipe
Texto e dramaturgia
Cátia Faísco, Júlio Cerdeira
Figurinos
Jordann Santos
- Design de comunicação e registo de vídeo
Luís Belo
Mediação
Joana Gomes Martins
Criação, produção e comunicação
Banquete – Associação de Investigação e Criação em Artes Performativas
Apoio
Ardemente, Arte Total, Backstage - Escola De Dança e Artes Performativas, Instável - Centro Coreográfico, IPP – Escola Superior de Música e Artes Do Espetáculo, Jornal do Centro, Rádio Universitária do Minho, Universidade do Minho
Coprodução
Teatro Municipal do Porto, Instável - Centro Coreográfico, Theatro Circo, Teatro Diogo Bernardes/Município de Ponte de Lima



