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... Perguntas a Álvaro Teixeira Lopes

Novembro

2018

Seg
26
O ciclo “Novos Talentos” resulta de uma parceria do Teatro Municipal do Porto com o Curso de Música Silva Monteiro, com recitais desde 2015, de forma ininterrupta. Como descreve este ciclo?

É um ciclo com história e, realmente, surgiu em 2015 – por minha iniciativa e do Tiago Guedes [diretor do Teatro Municipal do Porto] – com o objetivo de dar espaço a muitos jovens a apresentar os seus trabalhos no Teatro Municipal do Porto. Jovens com formações muito diversas, de idades muito diferentes, com vários instrumentos e com muito talento. Formou várias gerações de músicos e grande parte dos professores de piano do país.

Como se sente ao ver os seus alunos crescerem profissionalmente e a tornarem-se grandes talentos, do plano artístico nacional?


Eu sinto-me muito bem! De referir que este ciclo de jovens talentos não está diretamente relacionado com os meus alunos. Aliás, penso que, no próximo ano, não irá haver qualquer músico no ciclo “Novos Talentos” que tenha trabalhado comigo. Há violoncelistas, harpistas, clarinetistas, músicos que estão a fazer carreira por esse mundo fora. Em relação aos meus alunos, sinto que ajudei bastante gente a crescer, a tornar-se músico e a descobrir o seu próprio caminho, a sua própria forma de estar na música – tanto em Portugal como noutros países, porque muitos deles vivem nos Estados Unidos, Reino Unido ou na Alemanha.

Quais os segredos para que estes jovens talentos possam vingar neste mundo da música clássica?

Penso que não há segredos. A questão da sorte é importante mas, sobretudo, a qualidade e o investimento no trabalho são fundamentais. Grande parte dos músicos que integram este ciclo fizeram a sua opção, investindo diariamente, com muitas horas de estudo – o que deve ser reconhecido exteriormente. E este ciclo ajuda muito nesta divulgação, com um palco e condições extraordinariamente profissionais [no Teatro Rivoli], porque são necessários locais como este, que permitam a estes músicos apresentar se e a não viverem fechadas dentro de casa. Precisam [os músicos] de tocar, precisam de ser conhecidas pelas outras pessoas e que estas apreciem o seu trabalho.


Fotografia © Pedro Sardinha [recital de Martim Coimbra Pereira]
Novos Talentos

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