Trilogia da juventude do TEP apresentada na íntegra no Teatro Campo Alegre
Novembro
2018
Qua
7
Um conjunto de três espetáculos – "O grande tratado de encenação”, “A tecedeira que lia Zola” e “Maioria absoluta” – que procura dar a conhecer o passado de Portugal através da perceção e das utopias revolucionárias de um elenco jovem dos anos 50, 70 e 90.
Em "O grande tratado da encenação", o Teatro Experiemental do Porto cria uma situação dramática onde três jovens dos anos 50 projetam a invenção de um país que não existe. Discutem a utopia de um país novo, como se de um novo espetáculo de teatro se tratasse. Uma peça que marca o início da Trilogia, onde se projeta, discute-se, argumenta-se sobre qual a melhor maneira de construir um país novo (ou apenas um novo espetáculo), aproveitando a energia dos melhores anos da juventude. Até porque, “a juventude diz-se geralmente que parece ser, quase sempre, o lugar onde mais felizes fomos”. Apresentado pela primeira vez no Teatro Municipal do Porto nos dias 7, 8 e 17 de novembro – e estreado em abril de 2017 no Teatro Municipal de Matosinhos — Constantino Nery –, "O grande tratado da encenação" tem encenação de Gonçalo Amorim, a partir de um texto do próprio e de Rui Pina Coelho.
Com "A tecedeira que lia Zola", o TEP avança para os anos 70 e representa os movimentos revolucionários que inspiraram jovens portugueses, burgueses, urbanos e letrados a decidirem abandonar os seus estudos ou os seus primeiros empregos e rumarem em direção às fábricas e aos campos para fazer a revolução cultural. Nesta segunda parte da Trilogia – estreada em outubro de 2017 no Teatro Rivoli –, confundem-se e misturam-se juventude, amor, revolução, líbido e realidade com disciplina, regras, capitalismo, clandestinidade e utopia. Para ver nos dias 9, 10, 11 e 17 de novembro.
“Maioria absoluta” é o terceiro e último espetáculo deste projeto – estreado em março deste ano, exatamente no Teatro Campo Alegre –, onde o TEP aborda o tema do Portugal, em 1987, depois da eleição de Cavaco Silva, por maioria absoluta. O país entra num novo ciclo, permitindo um crescimento de uma sociedade de consumo, a estabilização da qualidade de vida da classe média, entre outras transformações sociais que lentamente levaram "as artes e a cultura para a irrelevância". Mesmo assim, "para muitos, esses foram os melhores anos – foi então que atingiram a maioridade e que se manifestaram dia sim, dia não." Em cena de dia 14 a 17 de novembro.
Em paralelo com a apresentação das três peças, realiza-se, no dia 16 de novembro, às 19h00, no Teatro Campo Alegre, um encontro com Fernanda Gonçalves, Irene Pimentel, Hugo Monteiro e Sara Barros Leitão. "No sotão dos inquietos", elemento comum dos espetáculos da Trilogia, debate-se questões sociais, políticas e culturais que emergem daquele e deste tempo.
Depois de ter estado em cena no Teatro Nacional D. Maria II de 11 a 27 de outubro, a Trilogia da juventude do Teatro Experimental do Porto chega ao Teatro Campo Alegre até 17 de novembro. Neste último dia, há maratona dedicada aos mais inquietos, com a apresentação dos três espetáculos, de forma consecutiva, às 16h00, 18h00 e às 21h00.
Fotografia © José Caldeira / TMP
Em "O grande tratado da encenação", o Teatro Experiemental do Porto cria uma situação dramática onde três jovens dos anos 50 projetam a invenção de um país que não existe. Discutem a utopia de um país novo, como se de um novo espetáculo de teatro se tratasse. Uma peça que marca o início da Trilogia, onde se projeta, discute-se, argumenta-se sobre qual a melhor maneira de construir um país novo (ou apenas um novo espetáculo), aproveitando a energia dos melhores anos da juventude. Até porque, “a juventude diz-se geralmente que parece ser, quase sempre, o lugar onde mais felizes fomos”. Apresentado pela primeira vez no Teatro Municipal do Porto nos dias 7, 8 e 17 de novembro – e estreado em abril de 2017 no Teatro Municipal de Matosinhos — Constantino Nery –, "O grande tratado da encenação" tem encenação de Gonçalo Amorim, a partir de um texto do próprio e de Rui Pina Coelho.
Com "A tecedeira que lia Zola", o TEP avança para os anos 70 e representa os movimentos revolucionários que inspiraram jovens portugueses, burgueses, urbanos e letrados a decidirem abandonar os seus estudos ou os seus primeiros empregos e rumarem em direção às fábricas e aos campos para fazer a revolução cultural. Nesta segunda parte da Trilogia – estreada em outubro de 2017 no Teatro Rivoli –, confundem-se e misturam-se juventude, amor, revolução, líbido e realidade com disciplina, regras, capitalismo, clandestinidade e utopia. Para ver nos dias 9, 10, 11 e 17 de novembro.
“Maioria absoluta” é o terceiro e último espetáculo deste projeto – estreado em março deste ano, exatamente no Teatro Campo Alegre –, onde o TEP aborda o tema do Portugal, em 1987, depois da eleição de Cavaco Silva, por maioria absoluta. O país entra num novo ciclo, permitindo um crescimento de uma sociedade de consumo, a estabilização da qualidade de vida da classe média, entre outras transformações sociais que lentamente levaram "as artes e a cultura para a irrelevância". Mesmo assim, "para muitos, esses foram os melhores anos – foi então que atingiram a maioridade e que se manifestaram dia sim, dia não." Em cena de dia 14 a 17 de novembro.
Em paralelo com a apresentação das três peças, realiza-se, no dia 16 de novembro, às 19h00, no Teatro Campo Alegre, um encontro com Fernanda Gonçalves, Irene Pimentel, Hugo Monteiro e Sara Barros Leitão. "No sotão dos inquietos", elemento comum dos espetáculos da Trilogia, debate-se questões sociais, políticas e culturais que emergem daquele e deste tempo.
Depois de ter estado em cena no Teatro Nacional D. Maria II de 11 a 27 de outubro, a Trilogia da juventude do Teatro Experimental do Porto chega ao Teatro Campo Alegre até 17 de novembro. Neste último dia, há maratona dedicada aos mais inquietos, com a apresentação dos três espetáculos, de forma consecutiva, às 16h00, 18h00 e às 21h00.
Fotografia © José Caldeira / TMP
Entre os dias 7 e 17 de novembro, o Teatro Experimental do Porto (TEP) apresenta, na íntegra, a “Trilogia da juventude” no Teatro Campo Alegre.
