William Forsythe

A quiet evening of dance
Estados Unidos da América / Alemanha / Inglaterra
Estreia nacional

Junho

28 Sex 21.00h & 29 Sáb 19.00h


RIVOLI Grande Auditório

10.00€ • ≈1.40h • >12 

bilhetes

Direção e Coreografia William Forsythe
Com Brigel Gjoka, Jill Johnson, Christopher Roman, Parvaneh Scharafali, Riley Watts, Rauf “RubberLegz“ Yasit, Ander Zabala
Produção SADLER'S WELLS LONDON 
Coprodução Théâtre de la Ville - Paris, Théâtre du Châtelet e Festival d’Automne de Paris; Festival Montpellier Danse 2019; Les Théâtres de la Ville de Luxembourg; The Shed, Nova Iorque; Onassis Cultural Centre – Atenas; deSingel International Arts Campus, Antuérpia  

em paralelo

“Rara e reveladora”, “espirituosa, imprevisível e superlativamente dançada” foram os adjetivos do The Guardian e do Financial Times para classificar “A quiet evening of dance”, a mais recente criação de William Forsythe, na sua estreia no Sadler’s Wells, em Londres.  
Um dos principais coreógrafos da sua geração, imaginou para “A quiet evening of dance” um trabalho de música de câmara, composto por peças recicladas e uma recém-criada, em dois atos, mergulhando nos fundamentos do bailado, na sua estética e nos seus códigos, numa viagem pela História da dança. É, aliás, essa permanência do vocabulário clássico no contemporâneo que torna a linguagem de Forsythe - cuja longa carreira foi em grande parte dedicada à interpretação no Joffrey Ballet e na Stuttgart Opera - tão desafiadora. Com o objetivo de “fazer ver melhor o ballet", Forsythe entrega aos seus habituais intérpretes um recital sem ornamentos, que transmite o que no movimento vai do moderno ao urbano, do barroco ao contemporâneo. Inicia-se no tríptico “Prologue-Catalogue-Epilogue”, com os corpos a estenderem os braços para o ar como pássaros que cantam, complexificando a exigência física com a chegada do B-boy Rauf "RubberLegz" Yasit e a evidência do movimento como habilidade mecânica. O primeiro ato fecha com “Diálogo” (“DUO2015”), originalmente um dueto só de mulheres criado em 1996, re-coreografado em 2015, e aqui interpretado por dois bailarinos que parodizam e tropeçam nos gestos um do outro. No segundo ato, a música barroca de Rameaux dá o mote para a coreografia que vai compondo uma narrativa, ao tempo que se limpa e reconfigura a origem do ballet. “Seventeen / Twenty-One” remonta à corte de Versailles, com a dança do Rei Sol e as cinco posições, o pliê, a pirouette, num movimento atualizado. “A Quiet Evening Of Dance” traz ao Rivoli essa superstar que é Forsythe, os seus exemplares bailarinos e a história da dança que carregam no corpo.


William Forsythe é um dos maiores nomes da dança mundial, tendo uma carreira com mais de 45 anos no ativo. O seu trabalho é amplamente reconhecido por reorientar a prática da dança mais clássica, cruzando a sua identificação inicial com uma dinâmica própria do século XXI, criando assim uma orientação mais atual a uma dança com anos de história. O profundo interesse de Forsythe pelos princípios fundamentais da organização levou-o a produzir uma ampla gama de projetos, incluindo instalações, filmes e a criação de conhecimento a partir da web. Com educação em Nova Iorque e com formação inicial na Flórida com Nolan Dingman e Christa Long, Forsythe dançou com o Joffrey Ballet e mais tarde com o Ballet de Stuttgart, onde foi nomeado coreógrafo residente em 1976. Em 1984, iniciou um mandato de 20 anos como diretor do Ballet de Frankfurt, onde criou trabalhos como “Artefact” (1984), “Impressing the Czar” (1988), “Endless House” (1999), “Kammer / Kammer” (2000) e “Decreation” (2003), entre outros. Após o final do Ballet Frankfurt em 2004, Forsythe criou um novo grupo, The Forsythe Company, que dirigiu de 2005 a 2015. Os trabalhos produzidos com o seu grupo incluem “Three Atmospheric Studies” (2005), “Heterotopia” (2006), “The Defenders” (2007), “Yes, we can’t” (2008/2010), “The Returns” (2009) e “Sider” (2011). Os trabalhos mais recentes de Forsythe foram desenvolvidos e realizados exclusivamente pela The Forsythe Company, enquanto os seus espetáculos anteriores são agora destacados e replicados nos repertórios das maiores e mais reconhecidas companhias de dança mundiais.
Conversa pós-espetáculo - © Bill Cooper

© Bill Cooper

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