Boris Charmatz / terrain - © Tristram Kenton

© Tristram Kenton

Fevereiro

15 Sáb 19.00h 16 Dom 17.00h

RIVOLI Grande Auditório

12.00€ • 1.00h • >12 

Boris Charmatz / terrain

10000 gestes

Dança
França
Estreia nacional
Boris Charmatz / terrain - © Tristram Kenton

© Tristram Kenton

 
Uma floresta coreográfica em que nenhum gesto é jamais repetido, imagina Boris Charmatz, homenageando a própria natureza efémera da dança. Uma chuva de movimentos, que poderia ter sido gerada por algoritmos matemáticos, mas que aqui se faz de maneira artesanal, a partir dos corpos dos intérpretes. Sendo absolutamente subjetivo, cada gesto é mostrado apenas uma vez, desaparecendo depois de executado. Depois de ter ocupado o Mosteiro de São Bento da Vitória com “Manger” em 2016, no âmbito da programação do TMP, o coreógrafo francês que surpreendeu o átrio principal do MoMA, em Nova Iorque, e a Turbine Hall na Tate Modern, em Londres, com o Museu da Dança, dá continuidade a este projeto. “10000 gestes” pode fazer parte do acervo deste anti-museu coreográfico, na constituição de uma anti-coleção, já que nenhum coreógrafo se arriscaria a incorporar tantos gestos na sua notação, nem esta obra poderia ser alguma vez compreendida de outro modo que não a partir da sua própria ideia. Sem hipótese de preservação possível, esse gesto irrepetível parece alcançar o espectador de um modo hipnótico e até meditativo. É que o caos visual de um movimento que nunca é completado por outro dá uma ilusão de imobilidade. Nesta peça é impossível apertar a mão de alguém. 


Boris Charmatz é bailarino, coreógrafo e diretor do Terrain. Desde 2009 que é o diretor do Musée de la danse / Centre chorégraphique national de Rennes et de Bretagne. É autor de uma série de obras de referência como “Aatt enenationon” (1996) e “10000 gestes” (2017). Convidado para o MoMA em 2013, Boris Charmatz encenou o “Musée de la danse: Three Collective Gestures”, um programa de três partes realizado no museu ao longo de três semanas. Após um convite em 2012, Boris Charmatz foi mais uma vez apresentado pela Tate Modern em Londres, em 2015, onde apresentou “If Tate Modern was Musée de la danse?” Charmatz é ainda autor de vários livros, incluindo “Entretenir: à propos d’une danse contemporaine” (Centre national de la danse / Les presses du reel, 2003), em co-autoria com Isabelle Launay; “Je suis une école” (Editions les Prairies Ordinaires, 2009; e “Emails 2009–2010” (Les presses du réel, em parceria com o Musée de danse, 2013), em co-autoria com Jérôme Bel.


COAPRESENTAÇÕES

21 & 22 FEVEREIRO
com Culturgest

26 & 27 FEVEREIRO 
com Teatros del Canal
  • Coreografia
    Boris Charmatz
    Interpretação
    Djino Alolo Sabin, Or Avishay, Régis Badel, Jessica Batut, Nadia Beugré, Alina Bilokon, Nuno Bizarro, Mathieu Burner, Ashley Chen, Konan Dayot, Olga Dukhovnaya, Sidonie Duret, Bryana Fritz, Julien Gallée-Ferré, Kerem Gelebek, Alexis Hedouin, Tatiana Julien, Samuel Lefeuvre, Noé Pellencin, Solène Wachter, Frank Willens
    Assistente de coreografia 
    Magali Caillet-Gajan 
    Luz
    Yves Godin
    Figurinos 
    Jean-Paul Lespagnard 
    Vocal training
    Dalila Khatir 
    Direção de cena
    Ludovic Losquin
    Técnico de som 
    Olivier Renouf
    Guarda-roupa 
    Mickaël Lecoq
    Direção de produção (2017)
    Sandra Neuveut, Martina Hochmuth, Amélie-Anne Chapelain
    Direção de produção (2020)
    Martina Hochmuth, Hélène Joly
    Assistente de produção
    Florentine Busson, Elodie Vitrano
  • Material de som
    Requiem in D minor K.626 de Wolfgang Amadeus Mozart (1756–1791), interpretado por Wiener Philharmoniker, dirigido por Herbert von Karajan e gravado por Wiener Musikverein em 1986 (1987 Polydor International GmbH, Hamburgo); peças gravadas por Mathieu Morel em Mayfield, Manchester
    Produção/difusão 
    terrain, Musée de la danse (2017)
    Boris Charmatz é Artista Associado do Charleroi danse (Bélgica) durante três anos, entre 2018 e 2021
    Coprodução
    Volksbühne Berlin, Manchester International Festival (MIF), Théâtre National de Bretagne-Rennes, Festival d’Automne à Paris, Chaillot – Théâtre national de la Danse, Wiener Festwochen, Sadler’s Wells London, Taipei Performing Arts Center
    Agradecimentos 
    Dimitri Chamblas, Julie Cunningham, Rémy Héritier, Fabrice Le Fur, Johanna-Elisa Lemke, Maud Le Pladec, Mani Mungai, Jolie Ngemi, Salka Ardal Rosengren, Marlène Saldana, Le Triangle – cité de la danse, Charleroi Danses - Centre chorégraphique de la Fédération Wallonie-Bruxelles, P.A.R.T.S., Archivio Alighiero Boetti and Fondazione Alighiero e Boetti; Chiara Oliveri Bertola / Castello di Rivoli Museo d'Arte Contemporanea