Joana Providência & Maria do Céu Ribeiro
Auto-acusação
Outubro
2019
Sex
4
Sáb
5
Sinopse
O novo espetáculo do Teatro do Bolhão, com encenação de Joana Providência e Maria do Céu Ribeiro, a partir de Peter Handke, “Auto-Acusação”, é uma das intituladas “Peças Faladas”, na qual não há personagens, narração ou cenário e a palavra ganha o protagonismo da cena. Há um jogo provocatório com o espectador neste texto do dramaturgo austríaco que se foca no ato de falar. A fala como uma ação. Em “Auto-Acusação” a confissão “eu...” é proferida tanto pelo autor mas dirigida a si próprio como a qualquer um dos que se encontram no palco e na plateia: “Eu fui ao teatro. Eu ouvi esta peça. Eu disse esta peça. Eu escrevi esta peça.” Se, por um lado, a linguagem permite um trabalho de voz surpreendente, por outro, a forma como a voz desse “eu” é desenvolvida aqui gera uma verdadeira polifonia que despoleta ações físicas. Para a coreógrafa e para a atriz e encenadora, que codirigem este trabalho, interessa reavaliar essa intenção de Handke e do seu teatro pós-dramático, à luz de um tempo que alterou profundamente os hábitos de perceção do público, o público de hoje.
Joana Providência nasceu em Braga em 1965. Integra a direção artística da ACE Teatro do Bolhão desde 2002, data da sua fundação. Da sua vasta criação enquanto coreógrafa destacam-se “Rumor” a partir da obra de Christian Boltanski; “Vestígio” a partir da obra do fotógrafo Georges Dussaud; “Território”, a partir da obra de Alberto Carneiro; e “Mecanismos”, Sete Douro Prémio Revelação.
Maria do Céu Ribeiro integrou o elenco do TUP entre 1989 e 1993. Concluiu o curso de Interpretação da ACE Escola de Artes em 1993. Profissionalmente estreou-se com “A Tempestade”, de Shakespeare, com encenação de Silviu Purcarete, no Teatro Nacional S. João, em 1994. Fundadora da Companhia As Boas Raparigas Vão Para o Céu, as Más Para Todo o Lado, integrou o elenco de todos os seus espetáculos. Participou em: “Antígona” de Sófocles, “Três Irmãs” de Tchekov, “O Dia da Matança na História de Hamlet”, de Koltès, e ainda no espetáculo “Rumor”, de Joana Providência. Desde 1998, leciona a disciplina de Voz / Expressão Oral na ACE-Escola de Artes.
Joana Providência nasceu em Braga em 1965. Integra a direção artística da ACE Teatro do Bolhão desde 2002, data da sua fundação. Da sua vasta criação enquanto coreógrafa destacam-se “Rumor” a partir da obra de Christian Boltanski; “Vestígio” a partir da obra do fotógrafo Georges Dussaud; “Território”, a partir da obra de Alberto Carneiro; e “Mecanismos”, Sete Douro Prémio Revelação.
Maria do Céu Ribeiro integrou o elenco do TUP entre 1989 e 1993. Concluiu o curso de Interpretação da ACE Escola de Artes em 1993. Profissionalmente estreou-se com “A Tempestade”, de Shakespeare, com encenação de Silviu Purcarete, no Teatro Nacional S. João, em 1994. Fundadora da Companhia As Boas Raparigas Vão Para o Céu, as Más Para Todo o Lado, integrou o elenco de todos os seus espetáculos. Participou em: “Antígona” de Sófocles, “Três Irmãs” de Tchekov, “O Dia da Matança na História de Hamlet”, de Koltès, e ainda no espetáculo “Rumor”, de Joana Providência. Desde 1998, leciona a disciplina de Voz / Expressão Oral na ACE-Escola de Artes.
Informação adicional
- 9.00€ • ≈1.00h • >12
Texto biografia autores
Ficha técnica
- Direção Joana Providência & Maria do Céu Ribeiro
Intérpretes/Cocriadores António Júlio, Catarina Gomes, Catarina Luís, Margarida Gonçalves, Pedro Galiza
Desenho de Luz Nuno Meira
Desenho de Som Luís Aly
Cenografia Cristóvão Neto
Figurinos Cátia Barros
Apoio a Movimento Daniela Cruz
Operação de Luz Tiago Silva
Operação de Som Fábio Ferreira
Direção técnica Pedro Vieira de Carvalho
Direção e Produção Glória Cheio, Pedro Aparício
Produção Executiva Rosa Bessa
Operador de vídeo Leandro Leitão
Agradecimentos Guilherme Dutschke (Instituto Goethe), Sónia Martins, Loreto Martínez Troncoso, Naomi Preizler e Alexandra Moreira da Silva (Agradecimento especial)




