Raimund Hoghe - © Rosa Frank [Canzonne per Ornella]

© Rosa Frank [Canzonne per Ornella]

2021

Janeiro

14 Qui [Canzone per Ornella] 21.00h 16 Sáb [Postcards from Vietnam] 19.00h

RIVOLI Grande Auditório

9.00€ (por espetáculo) ou 12.00€ (bilhete conjunto) • 1.30h + 1.30h • >12

Raimund Hoghe

Canzone per Ornella + Postcards from Vietnam

Dança
Alemanha
Estreia nacional
Raimund Hoghe - © Rosa Frank [Canzonne per Ornella]

© Rosa Frank [Canzonne per Ornella]

 
Canzonne per Ornella (28 maio)

Antes de se tornar dramaturgo e, depois, coreógrafo, Raimund Hoghe costumava escrever retratos, tanto de pessoas famosas como de desconhecidos, que eram publicados no jornal Die Zeit. Esse hábito continua a estar no cerne do seu trabalho como coreógrafo, sob a forma de solos dirigidos a figuras famosas – Joseph Schmidt, Judy Garland, Maria Callas – ou a alguns dos seus intérpretes preferidos – Songs for Takashi [Canções para Takashi] ou Musiques et mots pour Emmanuel [Músicas e palavras para Emmanuel]. Tomam sempre a forma de “oferenda musical” em que os seus intérpretes manifestam a sua arte através de uma presença muito consciente dos efeitos da música e do tempo, da ressonância imaginária de uma voz e uma melodia. Ornella Balestra – amplamente conhecida pelo seu trabalho com Maurice Béjart – é uma das bailarinas que melhor encarna esta mistura de intensidade e devaneio que caracteriza a dança de Raimund Hoghe (veja-se Swan Lake [Lago dos Cisnes], 4 Acts [4 Atos], Boléro Variations [Variações Bolero], Quartet [Quarteto] ou La Valse [A Valsa]). Em Canzone per Ornella, o coreógrafo reúne para a sua bailarina música e textos de Pier Paolo Pasolini, tanto os que já foram explorados como os que ainda estão por experimentar, jogando com a capacidade que ela tem de encontrar o equilíbrio perfeito entre virtuosismo e entretenimento, entre presença enigmática e uma figura cinematográfica. 

Postcards from Vietnam (30 maio)

Em Postcards from Vietnam [Postais do Vietname], Raimund Hoghe continua a sua colaboração com duas personalidades excecionais da dança: Ji Hye Chung, com quem trabalhou pela primeira vez em La Valse [A Valsa], em 2016, e Takashi Ueno, com quem criou várias peças desde 2010, entre as quais La Valse, Cantatas e Pas de Deux, que apresentaram recentemente em Singapura. Há alguns anos, Raimund Hoghe descobriu postais do Vietname retratando pessoas e paisagens na banca de um vendedor de rua em Paris. Parecem muito frágeis e foram produzidos num país que Raimund Hoghe, como muitos outros, vem associando à Guerra do Vietname desde os anos 1960. Na sua nova peça, esses postais atuam como significantes. São lembranças e lâminas de projeção e remetem para a história, a sua fugacidade, mas também para a partida. Os postais lembram ao mesmo tempo o desejo de uma outra vida. Wenn keiner singt, ist es still [Quando ninguém canta, está silencioso] é o título da nova publicação de Raimund Hoghe. Tal como em todas as suas peças, a música tem aqui um papel central. Raimund entrelaça canções de protesto dos anos 60 com árias de Bach e Handel.


RAIMUND HOGHE
 encontra-se entre os artistas internacionais de maior renome dentro do seu género. Foi dramaturgo no Tanztheater Wuppertal Pina Bausch entre 1980 e 1989. Passou os últimos 25 anos a criar um corpo de trabalho coreográfico desafiador, alternando solos e apresentações em grupo (Sacre – The Rite of Spring, Swan Lake, 4 Acts, Boléro Variations, entre outros), que revisitam obras importantes da história da dança. Todas as suas peças assentam numa enorme delicadeza, um tecido feito de gestos, formas e melodias que imbui da espessura da memória. Em 2019, Raimund Hoghe recebeu o título de Oficial da Ordem das Artes e Letras do Ministro da Cultura francês.
  • Canzonne per Ornella
    Conceção, coreografia, cenografia
    Raimund Hoghe
    Colaboração artística
    Luca Giacomo Schulte
    Bailarinos
    Raimund Hoghe
    Ornella Balestra
    Luca Giacomo Schulte

    Desenho de luz
    Raimund Hoghe
    Amaury Seval

    Fotografia
    Rosa Frank
    Administração, produção
    Mathieu Hillereau
    Les Indépendances

    Produção
    Raimund Hoghe — Hoghe & Schulte GbR (Düsseldorf)
    Coprodução
    Theater im Pumpenhaus Münster
    Apoio
    Ministério da Cultura e Ciência da Renânia do Norte-Vestefália
    Kunststiftung NRW
    Kulturamt der Landeshauptstadt Düsseldorf
    La ménagerie de verre de Paris

    No âmbito do
    Studiolab
    Agradecimento especial
    agnès b. Paris
  • Postcards from Vietnam
    Conceção, coreografia, cenário, figurinos
    Raimund Hoghe
    Participação artística
    Luca Giacomo Schulte
    Bailarinos
    Ji Hye Chung
    Takashi Ueno
    Raimund Hoghe
    Produção
    Les Indépendances Paris
    Uma peça de
    Raimund Hoghe – Hoghe & Schulte GbR (Düsseldorf)
    Com o apoio de
    La Ménagerie de Verre Paris
    No âmbito do
    Studiolab
    Montpellier Danse
    Résidence à l’Agora Cité Internationale de la Danse Montpellier
    Teatro Municipal do Porto
    Theater im Pumpenhaus Münster
    Agradecimento especial
    agnès b. Paris