Fragan Gehlker, Alexis Auffray & Maroussia Diaz Verbèke - © Vasil Tasevski

© Vasil Tasevski

2019

Julho

3 Qua, 5 Sex & 6 Sáb 21.00h

CAMPO ALEGRE Palco do Auditório

10.00€ • ≈1.00h • >6 

Fragan Gehlker, Alexis Auffray & Maroussia Diaz Verbèke

Le Vide – Essai de Cirque
Trengo 2019
França
Estreia nacional

Circo Contemporâneo
Fragan Gehlker, Alexis Auffray & Maroussia Diaz Verbèke - © Vasil Tasevski

© Vasil Tasevski

Este é um espetáculo de difícil denominação: se para uns é um espetáculo de circo físico, com todos os ingredientes que se espera de um momento deste género artístico, para outros é uma performance que vai muito mais além dos suportes convencionais usados pelos artistas desta disciplina.  
É difícil descrever este espetáculo com palavras precisas, exceto senão revelar que conta com contornos surpreendentes, divertidos e profundos, onde se pode ver uma reinterpretação extremamente física d’O Mito de Sísifo, de Albert Camus, levando a um questionamento abrangente sobre um objeto simples que mais não é que uma corda suspensa do tecto. Pode este objeto inofensivo ser o principal motor para que tiremos conclusões sobre aquilo que nos preocupa? Será este objeto uma metáfora para os problemas que nos atormentam? Fragan Gehlker, um acrobata na corda, Alexis Auffray, a quem cabe a responsabilidade musical do espetáculo, e Maroussia Dias Verbèke, a quem cabe coser todos estes momentos, criando a linha condutora da dramaturgia, criam um espetáculo de uma intensidade sem precedentes, explorando como o vazio questiona o absurdo da vida, numa procura de confronto (e respostas) com aqueles que o olham. Com uma implantação pensada para cada local onde é apresentado, fazendo com que assuma características diferentes de apresentação para apresentação, este espetáculo procura, acima de tudo, levar-nos a refletir sobre o poder da vida e o nosso papel em confronto com esse desconhecido, em momentos de intensidade máxima que (nos) levam a suster a respiração - não é também disto que é feita a vida de cada um de nós?    


Desde muito novo, Fragan Gehlker participou nos seus espetáculos dos seus pais e nas companhias em que o pai atuava. Estabelece-se, mais tarde, na Escola de Circo de Rosny-Sous-Bois e depois no Centro Nacional de Artes do Circo de Châlons-en-Champagne. Aí inicia colaborações com outros nomes artísticos, como Arpad Schilling, Emmanuelle Huynh e o coletivo Porte 27. Em paralelo, cria “Le Vide” (que teve início durante a sua vida quotidiana na CNAC), atualmente em circulação por vários países.

Alexis Auffray é músico e desenvolveu o gosto pela arte musical a partir do violino clássico. No entanto, antes de ser músico, Auffray define-se hoje como um ser “sonoro”. Participou em espetáculos de Arpad Schilling, sendo aí que conhece Fragan Gehlker. Decidem juntar esforços e criar “Le Vide”.

Maroussia Diaz Verbèke é dramaturga e cofundadora do coletivo Ivan Mosjoukine e do Troisième Cirque. Estudou artes circense, nomeadamente as técnicas em corda e arame, as suas especialidades no Centro de Artes do Circo Nacional de Châlons-en-Champagne, na mesma turma que Fragan Gehlker. Nas suas criações, questiona o circo como uma linguagem em si mesma.
Ideia Original Fragan Gehlker
Direção Artística Fragan Gehlker (acrobata de corda), Alexis Auffray (criação musical e direção de cena), Maroussia Diaz Verbèke (dramaturgia)
Desenho de Luz Clément Bonnin
Figurinos Léa Gadbois-Lamer
Direção Técnica Adrien Maheux
Difusão Anna Tauber
Produção e Administração Roselyne Burger
Coprodução La Verrerie, Pôle National des Arts du Cirque Languedoc-Roussillon, Alès, La Cascade, Maison des Arts du Clown et du Cirque, Pôle National des Arts du Cirque, Bourg-Saint-Andéol, Le Cirque Jules Verne, Pôle National des Arts du Cirque Picardie, Amiens, Le Centre National des Arts du Cirque (CNAC), Châlons-en-Champagne