CCN - Ballet de Lorraine

For four walls + RainForest (1968) + Sounddance (1975)

CCN - Ballet de Lorraine

© Laurent Philippe

TMP Online

1321.00hSex
1419.00hSábcom live streaming

RIVOLIGrande Auditório

Dança
Merce Cunningham / Petter Jacobsson & Thomas Caley
França
Estreia nacional
Preço 12€ / 6€ (online, sessão dia 14) 
Duração 1.40h (c/ 2 intervalos)
Classificação etária >12
Live streaming bol.pt
Merce Cunningham, um dos maiores artistas americanos, cuja carreira de sete décadas se distinguiu pela constante inovação e expansão das fronteiras das artes performativas, regressa ao Porto, num programa apresentado pelo CCN - Ballet de Lorraine, em comemoração do 100º aniversário do seu nascimento. Cunningham, que criou mais de 200 obras, parcialmente em colaboração com John Cage na música e Robert Rauschenberg na cenografia, desenho de luz e figurinos, renovou radicalmente o panorama da dança e apresenta-se no Teatro Rivoli num ciclo feito de ícones, após assistirmos aos trabalhos de Lucinda Childs e Trisha Brown em fevereiro de 2019. A companhia francesa, sob a direção artística de Petter Jacobsson, é atualmente uma das mais importantes da Europa, apresentando criações contemporâneas bem como revisitando repertório moderno, e traz-nos duas peças de Merce Cunningham. RainForest, ícone da colaboração cenográfica com Andy Warhol com a instalação Silver Clouds, e Sounddance, onde mais uma vez está presente David Tudor na composição sonora. Por sua vez, For four walls, uma criação de Petter Jacobsson e Thomas Caley para o Ballet de Lorraine, revisita texto e coreografias de Cunningham e uma partitura de piano de John Cage, seu colaborador de longa data.

FOR FOUR WALLS

For four walls
é uma criação que incorporou o texto e coreografia de Merce Cunningham com uma partitura para piano de John Cage. Depois da sua estreia e única apresentação em 1944, a peça foi esquecida, até que no final dos anos 70, o pianista Richard Bunger descobriu a partitura perdida, entre os manuscritos de Cage. Encontramo-nos ainda no início da colaboração entre Cage e Cunningham, que precede o trabalho que hoje lhes atribuímos. Trata-se de uma peça de juventude, plena de emoções. For four walls é um desejo de viajar pela divisão, pelo indivíduo e pela história que partilhamos. A divisão é um espaço rodeado de espelhos que tanto dá a impressão de ser fechado como não, consoante as situações. Definindo o infinito, atravessando-o ou pretendendo ser um espaço de reflexão, é um lugar para nos lembrar que pertencemos a esses espaços interligados e às suas temporalidades. For four walls é um não-lugar, vulnerável, em perpétuo movimento.

RAINFOREST

O título para RainForest surgiu das memórias de infância de Cunningham sobre o noroeste e a floresta da Península Olímpica, nos EstadosUnidos. A peça de 1968 inclui a instalação Silver Clouds de Andy Warhol - uma grande quantidade de balões Mylar em forma de almofada, que flutuam livremente no ar, envolvem os seis corpos e lembram essa densa floresta tropical. Para dar aos figurinos uma aparência mais crua, Jasper Johns cortou com uma lâmina de barbear os collants e calças cor de pele dos intérpretes. A música é da autoria de David Tudor, na sua primeira colaboração com a companhia do coreógrafo e evoca o chilrear e o tagarelar de pássaros e animais. RainForest apresentou-se pela última vez no Rivoli no âmbito da Porto 2001, Capital Europeia da Cultura.

SOUNDDANCE

Sounddance é considerada uma das peças mais amadas de Merce Cunningham, tanto pelo público como pela crítica. Cunningham criou a Sounddance após uma temporada de nove semanas no Ballet Opera de Paris, em 1973, onde compôs Un Jour ou Deux. Esta obra é um caos organizado, rápido e vigoroso, contrariando a uniformidade e o uníssono do ballet. O palco é dividido ao meio por uma delicada cortina dourada, desenhada pelo artista Mark Lancaster, acrescentando um sentido à coreografia frenética e feita de sobreposições, como se estivéssemos a assistir um cosmos de dança em miniatura através de um microscópio. Os bailarinos entram no palco empurrados pela cortina e saem como que sugados por ela e pela poderosa composição sonora de David Tudor.


Estabelecida em Nancy desde 1978, a companhia desenvolveu o seu trabalho sob vários nomes até se tornar no CENTRE CHORÉGRAPHIQUE NATIONAL – BALLET DE LORRAINE, uma das primeiras companhias de dança de criação e repertório de França. Anteriormente conhecido como Ballet Théâtre Français de Nancy, sob a direção de Jean-Albert Cartier, o centro reflete a política de descentralização das artes coreográficas. Reforçou-se a missão artística da companhia e concentraram- se energias na produção de obras-primas clássicas e românticas, um reportório em que Pierre Lacotte era reconhecido como especialista internacional. Em 1999, a companha evoluiu para o seu formato atual. Coreógrafos conhecidos e jovens talentos chegam a Nancy vindos de todo o mundo, acompanhados das suas equipas artísticas e técnicas. Partilham e criam com os bailarinos do Ballet, todos de formação clássica, mas apaixonados pelas novas linguagens.

Este programa do CCN Ballet de Lorraine foi originalmente integrado no Centenário Merce Cunningham.



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TMP Online

1321.00hSex
1419.00hSábcom live streaming

RIVOLIGrande Auditório

Dança
Merce Cunningham / Petter Jacobsson & Thomas Caley
França
Estreia nacional
Preço 12€ / 6€ (online, sessão dia 14) 
Duração 1.40h (c/ 2 intervalos)
Classificação etária >12
Live streaming bol.pt
FOR FOUR WALLS
Coreografia Petter Jacobsson, Thomas Caley
Música John Cage ( Four Walls, ato 1)
Pianista Vanessa Wagner
Cenografia Petter Jacobsson, Thomas Caley
Figurinos Petter Jacobsson, Thomas Caley, Martine Augsbourger, Annabelle Saintier
Desenho de luz Eric Wurtz
Coprodução Chaillot – Théâtre national de la Danse

RAINFOREST
Coreografia Merce Cunningham
Música David Tudor (Rainforest)
Cenário Andy Warhol (Silver Clouds)
Figurinos Jasper Johns
Desenho de luz Aaron Copp
Encenação Cheryl Therrien, Ashley Chen

SOUNDDANCE
Coreografia Merce Cunningham
Música David Tudor (Untitled 1975/1994)
Cenários, figurinos e desenho de luz Mark Lancaster
Encenação Thomas Caley, Meg Harper
Direção de ensaios Thomas Caley